Publicação
O papel do clima organizacional e do stress profissional na explicação do burnout profissional em professores de 1º ciclo
| Resumo: | Nas últimas décadas, a investigação nacional e internacional tem alertado para o elevado risco de stress da profissão docente. O confronto continuado com fatores de stress persistentes e muitas vezes silenciosos, perante os quais as tentativas de coping resultam ineficazes, pode conduzir à síndrome de burnout. Considerando que na investigação sobre burnout se têm estudado sobretudo fatores individuais, reconheceu-se a importância de explorar fatores organizacionais. Assim, o presente estudo teve como objetivo conhecer e caracterizar, através de uma metodologia mista, quantitativa e qualitativa, a perceção de 66 professores portugueses do 1º ciclo do Ensino Básico de escolas públicas de Lisboa sobre o stress, burnout e clima escolar, bem como a relação entre estas variáveis. Os resultados significativos (e quase significativos) obtidos revelaram-se promissores e permitiram suportar a hipótese de que a Exaustão Emocional é um preditor positivo da Despersonalização, que por sua vez é um preditor positivo da Perda de Realização Profissional. Mais, os resultados deram suporte às hipóteses de que a perceção de Stress Profissional é um preditor positivo da Exaustão Emocional, e de que as variáveis do clima organizacional Interação Pessoal entre Professores e Gestão das Relações no Trabalho são preditores negativos da Perda de Realização Profissional, ao passo que a variável Dinâmicas de Equipa entre Professores é um preditor positivo desta dimensão do burnout. Estes resultados são discutidos numa perspetiva de intervenção em contextos educativos, designadamente através do desenvolvimento de ações de formação que visem a melhoria do bem-estar docente, reduzindo os níveis de stress e de burnout. |
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| Autores principais: | Cardoso, Andreia Patrícia Martins |
| Assunto: | Burnout Clima organizacional Professores do básico 1º Ciclo Stress profissional Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nas últimas décadas, a investigação nacional e internacional tem alertado para o elevado risco de stress da profissão docente. O confronto continuado com fatores de stress persistentes e muitas vezes silenciosos, perante os quais as tentativas de coping resultam ineficazes, pode conduzir à síndrome de burnout. Considerando que na investigação sobre burnout se têm estudado sobretudo fatores individuais, reconheceu-se a importância de explorar fatores organizacionais. Assim, o presente estudo teve como objetivo conhecer e caracterizar, através de uma metodologia mista, quantitativa e qualitativa, a perceção de 66 professores portugueses do 1º ciclo do Ensino Básico de escolas públicas de Lisboa sobre o stress, burnout e clima escolar, bem como a relação entre estas variáveis. Os resultados significativos (e quase significativos) obtidos revelaram-se promissores e permitiram suportar a hipótese de que a Exaustão Emocional é um preditor positivo da Despersonalização, que por sua vez é um preditor positivo da Perda de Realização Profissional. Mais, os resultados deram suporte às hipóteses de que a perceção de Stress Profissional é um preditor positivo da Exaustão Emocional, e de que as variáveis do clima organizacional Interação Pessoal entre Professores e Gestão das Relações no Trabalho são preditores negativos da Perda de Realização Profissional, ao passo que a variável Dinâmicas de Equipa entre Professores é um preditor positivo desta dimensão do burnout. Estes resultados são discutidos numa perspetiva de intervenção em contextos educativos, designadamente através do desenvolvimento de ações de formação que visem a melhoria do bem-estar docente, reduzindo os níveis de stress e de burnout. |
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