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Instituições, contingentes e culturas militares na monarquia portuguesa (séculos XV-XIX)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal encontrou no império e em particular no Norte de África precisamente o mesmo que os seus vizinhos da Península Ibérica, entretanto unificados sob os auspícios dos Reis Católicos, tinham encontrado no reino de Granada: um espaço de experiência e renovação militar. Foi nos campos de batalha e nas fortificações de Marrocos do século xv que o país fez a transição para a modernidade em matérias militares. O território magrebino – primeira área de expansão portuguesa para além dos limites europeus – deu origem ao embrião de um exército mais permanente e menos dependente das forças da fidalguia que tanto tinham contribuído para a conquista de Ceuta em 1415. A crescente concentração de poder militar nas mãos do monarca, tão característica dos Estados modernos, esteve no caso português directamente relacionada com a experiência ultramarina e com a luta com o adversário muçulmano (uma luta que paradoxalmente contribuiu para a persistência de algumas características medievais no seio do exército português em resultado do tipo de guerra praticado em Marrocos, onde imperavam sobretudo as ações de «guerra guerreada»). E a este respeito Portugal será um caso singular.
Autores principais:Rodrigues, Vitor
Outros Autores:Dantas Da Cruz, Miguel
Assunto:Monarquia portuguesa Império português
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Portugal encontrou no império e em particular no Norte de África precisamente o mesmo que os seus vizinhos da Península Ibérica, entretanto unificados sob os auspícios dos Reis Católicos, tinham encontrado no reino de Granada: um espaço de experiência e renovação militar. Foi nos campos de batalha e nas fortificações de Marrocos do século xv que o país fez a transição para a modernidade em matérias militares. O território magrebino – primeira área de expansão portuguesa para além dos limites europeus – deu origem ao embrião de um exército mais permanente e menos dependente das forças da fidalguia que tanto tinham contribuído para a conquista de Ceuta em 1415. A crescente concentração de poder militar nas mãos do monarca, tão característica dos Estados modernos, esteve no caso português directamente relacionada com a experiência ultramarina e com a luta com o adversário muçulmano (uma luta que paradoxalmente contribuiu para a persistência de algumas características medievais no seio do exército português em resultado do tipo de guerra praticado em Marrocos, onde imperavam sobretudo as ações de «guerra guerreada»). E a este respeito Portugal será um caso singular.