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O retorno natural como utopia da nova Lisboa

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Resumo:Lisboa cresceu, como qualquer cidade industrializada europeia, ao sabor da necessidade. Foi-se formando, ao longo de muitos, muitos séculos, de pedaços de história que se encaixam para nos dar esta linda cidade à beira-mar em que temos a sorte de viver. Infelizmente, estes pedaços nem sempre estão de acordo uns com os outros e criaram, ao invés de uma cidade coerente, uma cidade fragmentada. Este trabalho debruça-se sobre os fragmentos da cidade que estão desconectados do resto, mas que são essenciais na criação de uma cidade interligada, em especial nos espaços industriais, que são zonas devolutas, características da nossa cidade, mas que por terem caído em desuso se tornaram obsoletas e deixaram de fazer parte da dinâmica de Lisboa. O objetivo deste trabalho, tanto teórico como prático, é a reabilitação dos gasómetros da Matinha, desativados desde meados do século XX, com o intuito da criação de um espaço para a população e para a cidade, que ao invés de estar assombrado e ser culpado da fragmentação da frente ribeirinha, traria novas dinâmicas e vivências, consolidando as diferentes malhas que se juntam naquele lugar. Este espaço seria um novo espaço verde em Lisboa: seria uma floresta urbana, um espaço ladeado de árvores, arbustos e água que, em conjunto com os novos gasómetros, funcionaria como novo centro na cidade, que daria continuidade à frente ribeirinha, que vem desde a zona de Belém até à zona Expo, mas que atualmente se encontra partida por estes vazios urbanos que foram deixados ao abandono. Seria um novo pulmão para Lisboa, que quebraria a monotonia da cidade construída, e seria casa de novas experiência, novas dinâmicas e novas vivências, assim como seria uma nova, e tão necessária, ligação ao nosso Tejo.
Autores principais:Banha, Maria Leite Clara Cordeiro
Assunto:Território Indústria Gasómetros Reabilitação Natural
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Lisboa cresceu, como qualquer cidade industrializada europeia, ao sabor da necessidade. Foi-se formando, ao longo de muitos, muitos séculos, de pedaços de história que se encaixam para nos dar esta linda cidade à beira-mar em que temos a sorte de viver. Infelizmente, estes pedaços nem sempre estão de acordo uns com os outros e criaram, ao invés de uma cidade coerente, uma cidade fragmentada. Este trabalho debruça-se sobre os fragmentos da cidade que estão desconectados do resto, mas que são essenciais na criação de uma cidade interligada, em especial nos espaços industriais, que são zonas devolutas, características da nossa cidade, mas que por terem caído em desuso se tornaram obsoletas e deixaram de fazer parte da dinâmica de Lisboa. O objetivo deste trabalho, tanto teórico como prático, é a reabilitação dos gasómetros da Matinha, desativados desde meados do século XX, com o intuito da criação de um espaço para a população e para a cidade, que ao invés de estar assombrado e ser culpado da fragmentação da frente ribeirinha, traria novas dinâmicas e vivências, consolidando as diferentes malhas que se juntam naquele lugar. Este espaço seria um novo espaço verde em Lisboa: seria uma floresta urbana, um espaço ladeado de árvores, arbustos e água que, em conjunto com os novos gasómetros, funcionaria como novo centro na cidade, que daria continuidade à frente ribeirinha, que vem desde a zona de Belém até à zona Expo, mas que atualmente se encontra partida por estes vazios urbanos que foram deixados ao abandono. Seria um novo pulmão para Lisboa, que quebraria a monotonia da cidade construída, e seria casa de novas experiência, novas dinâmicas e novas vivências, assim como seria uma nova, e tão necessária, ligação ao nosso Tejo.