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Subtipos moleculares no carcinoma urotelial e a sua importância na terapêutica neoadjuvante

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro da bexiga é um dos cancros mais prevalentes no mundo e uma doença heterogénea. A cistectomia radical com linfadenectomia pélvica é a terapêutica standard para o carcinoma da bexiga invasivo localizado, mas 50% dos doentes desenvolvem metástases nos 2 anos seguintes. Recentemente, vários investigadores e instituições classificaram o cancro da bexiga em vários subtipos, de acordo com as suas características moleculares. Estes subtipos parecem ser sobreponíveis, e vários estudos mostraram evidência de que podem estar relacionados com o prognóstico da doença e previsão da resposta à terapêutica neoadjuvante e dirigida. Neste trabalho foi efetuada uma revisão sistemática sobre os diferentes subtipos moleculares no carcinoma da bexiga e como essas características podem ter impacto na terapêutica, com especial foco na terapêutica neoadjuvante. Neste contexto, a evidência sugere que o subtipo molecular p53-like implica resistência à QT neoadjuvante com cisplatina e o subtipo basal é o que mostra o maior aumento na sobrevivência global. Por outro lado, o Cluster II da classificação TCGA parece ser o subtipo molecular com maior benefício de imunoterapia (atezolizumab). No entanto, ainda é necessário validar estes resultados em estudos prospetivos, randomizados e com maior numero de doentes.
Autores principais:Matos, Ana Catarina Ramos Carrondo Dias de
Assunto:Cancro da bexiga Carcinoma urotelial Subtipos moleculares Terapêutica neoadjuvante Prognóstico Oncologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O cancro da bexiga é um dos cancros mais prevalentes no mundo e uma doença heterogénea. A cistectomia radical com linfadenectomia pélvica é a terapêutica standard para o carcinoma da bexiga invasivo localizado, mas 50% dos doentes desenvolvem metástases nos 2 anos seguintes. Recentemente, vários investigadores e instituições classificaram o cancro da bexiga em vários subtipos, de acordo com as suas características moleculares. Estes subtipos parecem ser sobreponíveis, e vários estudos mostraram evidência de que podem estar relacionados com o prognóstico da doença e previsão da resposta à terapêutica neoadjuvante e dirigida. Neste trabalho foi efetuada uma revisão sistemática sobre os diferentes subtipos moleculares no carcinoma da bexiga e como essas características podem ter impacto na terapêutica, com especial foco na terapêutica neoadjuvante. Neste contexto, a evidência sugere que o subtipo molecular p53-like implica resistência à QT neoadjuvante com cisplatina e o subtipo basal é o que mostra o maior aumento na sobrevivência global. Por outro lado, o Cluster II da classificação TCGA parece ser o subtipo molecular com maior benefício de imunoterapia (atezolizumab). No entanto, ainda é necessário validar estes resultados em estudos prospetivos, randomizados e com maior numero de doentes.