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O investimento directo de Portugal no estrangeiro (IDPE) : suas determinantes

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Resumo:Em 1998, pela primeira vez no pós-guerra o investimento directo de Portugal no exterior ultapassou o investimento directo estrangeiro. Para um país com uma tradição histórica de receptor de investimento directo estrangeiro trata-se de um fenómeno da maior relevância. Com este estudo pretendeu-se analisar o investimento directo de Portugal no exterior no período pós adesão de Portugal à Comunidade Europeia, mais concretamente, identificar as suas motivações e determinantes, os factores que influenciaram a decisão de investir e os critérios de selecção dos países de acolhimento. As principais conclusões resumem-se do seguinte modo: o período pós-adesão de Portugal à CEE, marca o início de um forte cescimento do investimento directo no exterior, liderado pelo sector Financeiro, os destinos preferenciais do IDPE, tendem a ser os países próximos geogràficamente e culturalmente, caso da Espanha e culturalmente caso do Brasil, recaindo a opção de investir na aquisição de empresas já instaladas em detrimento do investimento de raiz. Os resultados indicam-nos que as principais motivações de investir no exterior são de natureza endógena ou estão associados aos mercado, com destaque para a necessidade de crescimento e a limitação do mercado doméstico.
Autores principais:Lopes, António Manuel Anastácio
Assunto:Investimento Directo de Portugal no Exterior Motivações Determinantes Dimensão Teorias Portugal Direct Investment Abroad Motivations Determinants Dimension Teories
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 1998, pela primeira vez no pós-guerra o investimento directo de Portugal no exterior ultapassou o investimento directo estrangeiro. Para um país com uma tradição histórica de receptor de investimento directo estrangeiro trata-se de um fenómeno da maior relevância. Com este estudo pretendeu-se analisar o investimento directo de Portugal no exterior no período pós adesão de Portugal à Comunidade Europeia, mais concretamente, identificar as suas motivações e determinantes, os factores que influenciaram a decisão de investir e os critérios de selecção dos países de acolhimento. As principais conclusões resumem-se do seguinte modo: o período pós-adesão de Portugal à CEE, marca o início de um forte cescimento do investimento directo no exterior, liderado pelo sector Financeiro, os destinos preferenciais do IDPE, tendem a ser os países próximos geogràficamente e culturalmente, caso da Espanha e culturalmente caso do Brasil, recaindo a opção de investir na aquisição de empresas já instaladas em detrimento do investimento de raiz. Os resultados indicam-nos que as principais motivações de investir no exterior são de natureza endógena ou estão associados aos mercado, com destaque para a necessidade de crescimento e a limitação do mercado doméstico.