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Reabilitar a (proxim)idade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o atual envelhecimento da população e os problemas que lhe estão inerentes, nomeadamente a discriminação e o preconceito cada vez mais presentes na nossa sociedade, surgem novas necessidades de reajustamento social. Os tradicionais estabelecimentos de apoio às pessoas idosas refletem esses mesmos estereótipos, fruto de uma sociedade cada vez mais dividida e insensível. A maioria destas construções não se encontram preparadas para facilitar um apoio digno e essencial a estas pessoas, dificultando os serviços facultados, contribuindo para os tornar desapropriados e impessoais. Neste trabalho final de mestrado pretende-se estudar a forma, através do diálogo entre a arquitetura, o lugar e o envelhecimento, para ensaiar uma alternativa arquitetónica que se centre nas necessidades dos idosos. Procura-se entender que impacto possuem os espaços arquitetónicos relativamente à nossa perceção, bem como estudar formas de trabalhar o espaço percebido, com o objetivo de contribuir para uma transição menos dolorosa entre a casa e o habitar contingente, de modo a contribuir para uma vida com qualidade, conforto e bem-estar. O local para este ensaio foi a Ilha Terceira, nos Açores, que tendo em conta uma particular cultura e tradição, nos conduziu ao estudo sobre a forma de harmonizar a construção nova com a paisagem e com a estrutura física pré-existente. Desta forma, propõe-se um ensaio arquitetónico, cuidado e sensível, para um apoio residencial destinado às pessoas idosas, que priorize as suas necessidades e assim se adapte à compulsiva mudança, centrado na familiaridade da escala, na domesticidade dos espaços, e portanto, a contar com a possibilidade de ativação memorial dos potenciais usuários.
Autores principais:Barcelos, Daniela da Silva Gonçalves
Assunto:velhice isolamento vizinhança habitar Açores
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o atual envelhecimento da população e os problemas que lhe estão inerentes, nomeadamente a discriminação e o preconceito cada vez mais presentes na nossa sociedade, surgem novas necessidades de reajustamento social. Os tradicionais estabelecimentos de apoio às pessoas idosas refletem esses mesmos estereótipos, fruto de uma sociedade cada vez mais dividida e insensível. A maioria destas construções não se encontram preparadas para facilitar um apoio digno e essencial a estas pessoas, dificultando os serviços facultados, contribuindo para os tornar desapropriados e impessoais. Neste trabalho final de mestrado pretende-se estudar a forma, através do diálogo entre a arquitetura, o lugar e o envelhecimento, para ensaiar uma alternativa arquitetónica que se centre nas necessidades dos idosos. Procura-se entender que impacto possuem os espaços arquitetónicos relativamente à nossa perceção, bem como estudar formas de trabalhar o espaço percebido, com o objetivo de contribuir para uma transição menos dolorosa entre a casa e o habitar contingente, de modo a contribuir para uma vida com qualidade, conforto e bem-estar. O local para este ensaio foi a Ilha Terceira, nos Açores, que tendo em conta uma particular cultura e tradição, nos conduziu ao estudo sobre a forma de harmonizar a construção nova com a paisagem e com a estrutura física pré-existente. Desta forma, propõe-se um ensaio arquitetónico, cuidado e sensível, para um apoio residencial destinado às pessoas idosas, que priorize as suas necessidades e assim se adapte à compulsiva mudança, centrado na familiaridade da escala, na domesticidade dos espaços, e portanto, a contar com a possibilidade de ativação memorial dos potenciais usuários.