Publicação
Diagnosis of inflammatory rheumatic diseases: preliminary approach by metabolomics
| Resumo: | As doenças reumáticas inflamatórias (IRDs), como a espondilite anquilosante (AS), a artrite reumatoide (RA) e o lúpus eritematoso sistémico (SLE), são caracterizadas por dor, incapacidade, comorbidade e risco de morte precoce. Cerca de 5% da população sofre de uma doença reumática inflamatória. O diagnóstico precoce e o tratamento especializado são cruciais para minimizar o impacto destas doenças nos pacientes. Embora vários avanços tenham sido feitos, o diagnóstico destas patologias ainda é um desafio hoje em dia. Tendo em conta que a metabolómica é a tecnologia pós-genómica que oferece a caracterização mais próxima do fenótipo, esta metodologia pode constituir uma ferramenta fundamental para discriminar doentes com IRDs. De facto, a análise do metaboloma (metabolómica) está a começar a fornecer novos e eficazes biomarcadores. Assim, com o objetivo final de desenvolver uma abordagem clínica viável para o diagnóstico/ discriminação de doentes com AS, RA e SLE, este estudo tem como objetivo identificar diferenças no perfil metabólico na urina de doentes com estas três IRDs e controlos saudáveis. Para isso, foi efetuado um estudo transversal de metabolómica não-direcionada, baseado em espectrometria de massa, onde foram analisadas amostras de urina de 111 indivíduos compostos por: AS (n = 27, de acordo com os critérios da ASAS), RA (n = 22, de acordo com os critérios do ACR/ EULAR para RA) e SLE (n = 23, de acordo com os critérios de classificação do ACR para SLE) e controlos saudáveis (HC; n = 39). As amostras de urina foram analisadas por espectrometria de massa de cromatografia líquida de alta resolução (LC-HRMS) e, de seguida, os dados foram pré-processados com o software MZmine. A matriz resultante foi normalizada por área total e analisada por análise multivariada com o software SIMCA. A identificação dos metabolitos baseou-se nos resultados obtidos em experiências HRMS de “tandem”. Neste estudo, foram identificadas diferenças metabólicas entre controlos saudáveis e doentes com SLE e RA e foi possível discriminar doentes com SLE e RA de doentes com AS. Além disso, foram identificados três metabolitos com funções bioquímicas relevantes. Em conclusão, os resultados obtidos no âmbito deste trabalho sugerem que o perfil metabolómico da urina pode ser útil para discriminar IRDs. No entanto, são necessários mais estudos para validar o potencial uso da análise metabolómica de urina para o diagnóstico/ prognóstico destas doenças na prática clínica. |
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| Autores principais: | Teixeira, Sara Martins |
| Assunto: | Doenças reumáticas inflamatórias. Diagnóstico Metabolómica Biomarcadores Análise multivariada Espectrometria de massa de alta resolução Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As doenças reumáticas inflamatórias (IRDs), como a espondilite anquilosante (AS), a artrite reumatoide (RA) e o lúpus eritematoso sistémico (SLE), são caracterizadas por dor, incapacidade, comorbidade e risco de morte precoce. Cerca de 5% da população sofre de uma doença reumática inflamatória. O diagnóstico precoce e o tratamento especializado são cruciais para minimizar o impacto destas doenças nos pacientes. Embora vários avanços tenham sido feitos, o diagnóstico destas patologias ainda é um desafio hoje em dia. Tendo em conta que a metabolómica é a tecnologia pós-genómica que oferece a caracterização mais próxima do fenótipo, esta metodologia pode constituir uma ferramenta fundamental para discriminar doentes com IRDs. De facto, a análise do metaboloma (metabolómica) está a começar a fornecer novos e eficazes biomarcadores. Assim, com o objetivo final de desenvolver uma abordagem clínica viável para o diagnóstico/ discriminação de doentes com AS, RA e SLE, este estudo tem como objetivo identificar diferenças no perfil metabólico na urina de doentes com estas três IRDs e controlos saudáveis. Para isso, foi efetuado um estudo transversal de metabolómica não-direcionada, baseado em espectrometria de massa, onde foram analisadas amostras de urina de 111 indivíduos compostos por: AS (n = 27, de acordo com os critérios da ASAS), RA (n = 22, de acordo com os critérios do ACR/ EULAR para RA) e SLE (n = 23, de acordo com os critérios de classificação do ACR para SLE) e controlos saudáveis (HC; n = 39). As amostras de urina foram analisadas por espectrometria de massa de cromatografia líquida de alta resolução (LC-HRMS) e, de seguida, os dados foram pré-processados com o software MZmine. A matriz resultante foi normalizada por área total e analisada por análise multivariada com o software SIMCA. A identificação dos metabolitos baseou-se nos resultados obtidos em experiências HRMS de “tandem”. Neste estudo, foram identificadas diferenças metabólicas entre controlos saudáveis e doentes com SLE e RA e foi possível discriminar doentes com SLE e RA de doentes com AS. Além disso, foram identificados três metabolitos com funções bioquímicas relevantes. Em conclusão, os resultados obtidos no âmbito deste trabalho sugerem que o perfil metabolómico da urina pode ser útil para discriminar IRDs. No entanto, são necessários mais estudos para validar o potencial uso da análise metabolómica de urina para o diagnóstico/ prognóstico destas doenças na prática clínica. |
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