Publicação
O palácio ideal de Ferdinand Cheval: um sonho esculpido
| Resumo: | A existência do carteiro Ferdinand Cheval foi subitamente transformada por um acontecimento inusitado que reanimou a sua memória de imagens oníricas. Viu-se então movido por um impulso criativo irreprimível que o levou a dedicar trinta e três anos à construção de um Palácio Ideal. É como se aquele momento de viragem contivesse em embrião toda a sua obra. O início da construção foi também a mudança radical que lhe permitiu encontrar um novo sentido de vida. Sem instrução artística, Cheval descobriu dentro de si os meios de esculpir um sonho. A sua obra suscitou, contudo, reacções adversas. Alguns marginalizaram o artista, considerando-o louco; denegriram o valor estético e artístico do seu trabalho e relegaram-no para uma espécie de não-lugar. Outros, pelo contrário, sentiram-se deslumbrados. Breton viu em Cheval um precursor do Surrealismo e Dubuffet reconheceu-o como pioneiro da arte bruta. Malraux contribuiu decisivamente para que fosse atribuído ao Palácio o estatuto de monumento histórico. |
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| Autores principais: | Silva, Sara Gomes da |
| Assunto: | Sonho Impulso Criativo Loucura Surrealismo Arte Bruta |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A existência do carteiro Ferdinand Cheval foi subitamente transformada por um acontecimento inusitado que reanimou a sua memória de imagens oníricas. Viu-se então movido por um impulso criativo irreprimível que o levou a dedicar trinta e três anos à construção de um Palácio Ideal. É como se aquele momento de viragem contivesse em embrião toda a sua obra. O início da construção foi também a mudança radical que lhe permitiu encontrar um novo sentido de vida. Sem instrução artística, Cheval descobriu dentro de si os meios de esculpir um sonho. A sua obra suscitou, contudo, reacções adversas. Alguns marginalizaram o artista, considerando-o louco; denegriram o valor estético e artístico do seu trabalho e relegaram-no para uma espécie de não-lugar. Outros, pelo contrário, sentiram-se deslumbrados. Breton viu em Cheval um precursor do Surrealismo e Dubuffet reconheceu-o como pioneiro da arte bruta. Malraux contribuiu decisivamente para que fosse atribuído ao Palácio o estatuto de monumento histórico. |
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