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Anemia em idosos:
| Resumo: | A anemia é uma condição hematológica que pode ocorrer em qualquer fase da vida de um indivíduo. No entanto, com o crescente aumento da esperança média de vida, os idosos passaram a constituir um grupo de risco, pois associado ao envelhecimento e ao aparecimento de anemia, está previsto um impacto no seu desempenho físico, cognitivo e na saúde pública. Alguns dos sintomas mais comuns incluem cansaço, fadiga, cefaleias e perda de memória. A anemia mostra-se altamente prevalente para indivíduos com ≥ 65 anos e a sua percentagem varia, dependendo das condições de vida, nomeadamente se vivem na comunidade (12%), se são doentes hospitalizados (40%) ou se são residentes em lares (47%). Revelou-se ainda uma maior evidência deste problema com o avançar da idade, isto é, em indivíduos com > 80 anos o número de casos aumentou. Além disso, em idosos com determinadas patologias ou fatores de risco como, desnutrição, hemorragias gastrointestinais, insuficiências renal e cardíaca e neoplasias, a incidência também aumentou. O desenvolvimento de anemia pode ter diversas causas, sendo que, nos idosos, devido ao maior número de complicações, torna-se mais difícil determinar a sua etiologia. Apesar disso, na maioria dos casos, a anemia pode ser subdividida em 3 tipos: anemia por deficiência nutricional de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, anemia associada a doenças crónicas ou anemia de causas inexplicáveis. Cerca de um terço dos casos são anemias carenciais, devidas à nutrição inadequada, ou surgem devido a perdas sanguíneas do trato gastrointestinal, sendo a anemia mais recorrente a por deficiência de ferro. Por outro lado, estados inflamatórios, doenças cardiovasculares ou insuficiência renal crónica estão frequentemente associados a anemia, contribuindo para a segunda maior causa nos idosos. E, por último, deficiências endócrinas renais, alterações androgénicas ou síndromes mielodisplásicas contribuem para uma anemia de causa inexplicável. O tratamento incide em suplementação oral ou intravenosa, transfusões sanguíneas ou outros agentes estimulantes. Assim, é essencial compreender a fisiopatologia da anemia em idosos e, desenvolver abordagens que atuem na sua prevenção e correção, pois isso permitirá reduzir o seu impacto na saúde, no número de hospitalizações e mortalidade neste grupo etário. |
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| Autores principais: | Mendes, Margarida Maria Melo |
| Assunto: | Anemia em idosos Prevalência Deficiência nutricional Doenças crónicas Anemia inexplicável Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A anemia é uma condição hematológica que pode ocorrer em qualquer fase da vida de um indivíduo. No entanto, com o crescente aumento da esperança média de vida, os idosos passaram a constituir um grupo de risco, pois associado ao envelhecimento e ao aparecimento de anemia, está previsto um impacto no seu desempenho físico, cognitivo e na saúde pública. Alguns dos sintomas mais comuns incluem cansaço, fadiga, cefaleias e perda de memória. A anemia mostra-se altamente prevalente para indivíduos com ≥ 65 anos e a sua percentagem varia, dependendo das condições de vida, nomeadamente se vivem na comunidade (12%), se são doentes hospitalizados (40%) ou se são residentes em lares (47%). Revelou-se ainda uma maior evidência deste problema com o avançar da idade, isto é, em indivíduos com > 80 anos o número de casos aumentou. Além disso, em idosos com determinadas patologias ou fatores de risco como, desnutrição, hemorragias gastrointestinais, insuficiências renal e cardíaca e neoplasias, a incidência também aumentou. O desenvolvimento de anemia pode ter diversas causas, sendo que, nos idosos, devido ao maior número de complicações, torna-se mais difícil determinar a sua etiologia. Apesar disso, na maioria dos casos, a anemia pode ser subdividida em 3 tipos: anemia por deficiência nutricional de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, anemia associada a doenças crónicas ou anemia de causas inexplicáveis. Cerca de um terço dos casos são anemias carenciais, devidas à nutrição inadequada, ou surgem devido a perdas sanguíneas do trato gastrointestinal, sendo a anemia mais recorrente a por deficiência de ferro. Por outro lado, estados inflamatórios, doenças cardiovasculares ou insuficiência renal crónica estão frequentemente associados a anemia, contribuindo para a segunda maior causa nos idosos. E, por último, deficiências endócrinas renais, alterações androgénicas ou síndromes mielodisplásicas contribuem para uma anemia de causa inexplicável. O tratamento incide em suplementação oral ou intravenosa, transfusões sanguíneas ou outros agentes estimulantes. Assim, é essencial compreender a fisiopatologia da anemia em idosos e, desenvolver abordagens que atuem na sua prevenção e correção, pois isso permitirá reduzir o seu impacto na saúde, no número de hospitalizações e mortalidade neste grupo etário. |
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