Publicação
Cyclodextrins as medicine and therapeutic adjuvants in drug delivery systems
| Resumo: | Ao longo de várias décadas desde a sua descoberta, as ciclodextrinas foram sendo usadas como excipientes e veículos de muitas substâncias ativas para aumentar a solubilidade aquosa, estabilidade físico-química e fisiológica e a veiculação destes fármacos. Atualmente, as ciclodextrinas estão presentes nas mais diversas formulações de fármacos, como comprimidos, pomadas, gotas oftálmicas, entre outras. Adicionalmente a esta função de excipientes, recentemente as ciclodextrinas também são encontradas como substância ativa no tratamento de algumas patologias. Esta monografia foca-se em avanços recentes e encorajantes sobre a aplicação de ciclodextrinas como fármacos e adjuvantes terapêuticos em sistemas de veiculação de fármacos. As primeiras três secções fornecem uma perspetiva histórica e descrição das ciclodextrinas e ciclodextrinas modificadas, enquanto que a quarta secção fornece uma revisão dos avanços atuais no uso terapêutico das ciclodextrinas. O potencial terapêutico das ciclodextrinas é maioritariamente derivado da sua habilidade em formar complexos com colesterol e outras moléculas. Deste modo, estas moléculas estão a ser estudadas como novo agente terapêutico em muitas patologias conhecidas onde outras classes terapêuticas não conseguem reduzir a severidade da doença e/ou controlar a mesma, e até como entidades químicas para algumas patologias sem terapia conhecida. Na maioria das situações, as ciclodextrinas modificadas são frequentemente usadas devido ao facto de terem uma maior afinidade para o alvo terapêutico, colesterol, quando comparadas às ciclodextrinas “convencionais”, tendo também uma menor taxa de efeitos adversos e toxicidade. Em algumas patologias, o mecanismo exato da atividade das ciclodextrinas é desconhecido. Assim é necessário continuar a investigação, incluindo a iniciação e conclusão de muitos estudos clínicos antes que estas moléculas cheguem a farmácias, hospitais e doentes como fármaco. A produção destes dados, incluindo considerações toxicológicas, são relevantes para a sua aprovação e uso posterior ou comparticipação dos diversos sistemas nacionais de saúde. Assim, num futuro próximo, poderemos ter novas estratégias disponíveis com diferentes ações benéficas no organismo humano, com a máxima segurança e benefício para o doente. |
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| Autores principais: | Ferreira, Bárbara Claro |
| Assunto: | Ciclodextrina Terapêutica Colesterol Cancro Antivíricos Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo de várias décadas desde a sua descoberta, as ciclodextrinas foram sendo usadas como excipientes e veículos de muitas substâncias ativas para aumentar a solubilidade aquosa, estabilidade físico-química e fisiológica e a veiculação destes fármacos. Atualmente, as ciclodextrinas estão presentes nas mais diversas formulações de fármacos, como comprimidos, pomadas, gotas oftálmicas, entre outras. Adicionalmente a esta função de excipientes, recentemente as ciclodextrinas também são encontradas como substância ativa no tratamento de algumas patologias. Esta monografia foca-se em avanços recentes e encorajantes sobre a aplicação de ciclodextrinas como fármacos e adjuvantes terapêuticos em sistemas de veiculação de fármacos. As primeiras três secções fornecem uma perspetiva histórica e descrição das ciclodextrinas e ciclodextrinas modificadas, enquanto que a quarta secção fornece uma revisão dos avanços atuais no uso terapêutico das ciclodextrinas. O potencial terapêutico das ciclodextrinas é maioritariamente derivado da sua habilidade em formar complexos com colesterol e outras moléculas. Deste modo, estas moléculas estão a ser estudadas como novo agente terapêutico em muitas patologias conhecidas onde outras classes terapêuticas não conseguem reduzir a severidade da doença e/ou controlar a mesma, e até como entidades químicas para algumas patologias sem terapia conhecida. Na maioria das situações, as ciclodextrinas modificadas são frequentemente usadas devido ao facto de terem uma maior afinidade para o alvo terapêutico, colesterol, quando comparadas às ciclodextrinas “convencionais”, tendo também uma menor taxa de efeitos adversos e toxicidade. Em algumas patologias, o mecanismo exato da atividade das ciclodextrinas é desconhecido. Assim é necessário continuar a investigação, incluindo a iniciação e conclusão de muitos estudos clínicos antes que estas moléculas cheguem a farmácias, hospitais e doentes como fármaco. A produção destes dados, incluindo considerações toxicológicas, são relevantes para a sua aprovação e uso posterior ou comparticipação dos diversos sistemas nacionais de saúde. Assim, num futuro próximo, poderemos ter novas estratégias disponíveis com diferentes ações benéficas no organismo humano, com a máxima segurança e benefício para o doente. |
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