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Effects of COVID-19 drugs and peptidomimetic- based inhibitors on connexins and their channels

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Summary:Os hemicanais formados por conexinas são responsáveis por mediar vias de sinalização entre o meio intracelular e extracelular, pois permitem a passagem de moléculas pequenas e iões. Já foi descrita uma relação entre a atividade irregular dos hemicanais e algumas doenças como isquémia, neuroinflamação e resposta inflamatória sistémica. Mediante um cenário patológico, os hemicanais encontram-se abertos e libertam adenosina trifosfato para o exterior, induzindo imensamente a resposta inflamatória. Assim, é de relevante importância o estudo e procura de novos inibidores seletivos a hemicanais de conexinas de modo a modular e controlar a doença. Uma vez que a atividade irregular dos hemicanais de conexina 43 já foi relacionada com doenças inflamatórias, estudou-se o efeito de fármacos utilizados no tratamento da doença COVID-19 (azitromicina, cloroquina, dexametasona, favipiravir, hidroxicloroquina, lopinavir, lopinavir em combinação com ritonavir (numa razão de 1:4), remdesivir, ribavirina e ritonavir) sobre a atividade e expressão dos hemicanais de conexina 43. Para investigar os efeitos dos fármacos, células com sobre-expressão de conexina 43 foram expostas a diferentes concentrações dos mesmos. A análise a nível funcional foi executada pela medição dos níveis de ATP libertados no meio extracelular e a nível da tradução recorreu-se à técnica de immunoblot. Outro objetivo deste estudo foi otimizar um ensaio que possa ser utilizado para testar potenciais inibidores de hemicanais formados por conexina 32. Para tal, recorreu-se a células HEK T293 que sobre-expressam conexina 32. No estudo com hemicanais de conexina 43, concluiu-se que nenhum dos fármacos afetou a expressão da proteína conexina 43, nem inibiu a atividade dos hemicanais. Relativamente à da construção de um modelo in vitro robusto de para avaliação de inibidores da atividade de conexinas 32, conclui-se que a densidade celular a ser utilizada em futuros ensaios é de 37500 cells/cm2.
Main Authors:Gonçalves, Maria do Mar Nogueira da Silva
Subject:COVID-19 Drug Connexin 43 Connexin 32 Hemichannel Mestrado integrado - 2022
Year:2022
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:English
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Os hemicanais formados por conexinas são responsáveis por mediar vias de sinalização entre o meio intracelular e extracelular, pois permitem a passagem de moléculas pequenas e iões. Já foi descrita uma relação entre a atividade irregular dos hemicanais e algumas doenças como isquémia, neuroinflamação e resposta inflamatória sistémica. Mediante um cenário patológico, os hemicanais encontram-se abertos e libertam adenosina trifosfato para o exterior, induzindo imensamente a resposta inflamatória. Assim, é de relevante importância o estudo e procura de novos inibidores seletivos a hemicanais de conexinas de modo a modular e controlar a doença. Uma vez que a atividade irregular dos hemicanais de conexina 43 já foi relacionada com doenças inflamatórias, estudou-se o efeito de fármacos utilizados no tratamento da doença COVID-19 (azitromicina, cloroquina, dexametasona, favipiravir, hidroxicloroquina, lopinavir, lopinavir em combinação com ritonavir (numa razão de 1:4), remdesivir, ribavirina e ritonavir) sobre a atividade e expressão dos hemicanais de conexina 43. Para investigar os efeitos dos fármacos, células com sobre-expressão de conexina 43 foram expostas a diferentes concentrações dos mesmos. A análise a nível funcional foi executada pela medição dos níveis de ATP libertados no meio extracelular e a nível da tradução recorreu-se à técnica de immunoblot. Outro objetivo deste estudo foi otimizar um ensaio que possa ser utilizado para testar potenciais inibidores de hemicanais formados por conexina 32. Para tal, recorreu-se a células HEK T293 que sobre-expressam conexina 32. No estudo com hemicanais de conexina 43, concluiu-se que nenhum dos fármacos afetou a expressão da proteína conexina 43, nem inibiu a atividade dos hemicanais. Relativamente à da construção de um modelo in vitro robusto de para avaliação de inibidores da atividade de conexinas 32, conclui-se que a densidade celular a ser utilizada em futuros ensaios é de 37500 cells/cm2.