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Associação entre a alimentação da mãe com o ganho de peso gestacional, perfil socioeconómico e antropometria ao nascimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A nutrição materna é o principal fator intrauterino responsável pelas alterações fisiológicas, metabólicas e epigenéticas persistentes e, por isso, é determinante na saúde futura do bebé. Objetivo: O objetivo geral deste estudo é quantificar a associação entre a alimentação pré-concecional e a variação entre esta e a alimentação praticada no 2º trimestre de gravidez com o ganho de peso na gravidez, parâmetros sociodemográficos e antropometria ao nascimento. Materiais e métodos: O presente estudo baseia-se numa subamostra de mães da coorte de nascimento Geração XXI acompanhadas ao longo da gravidez e incluiu um total de 220 participantes. A ingestão alimentar foi avaliada através de Questionários de Frequência Alimentar, aplicado no momento do recrutamento das grávidas e no 3º trimestre da gravidez. A análise estatística dos dados foi realizada com recurso ao programa Statistical Package for Social Sciences, versão 26.0. Todos os testes estatísticos realizados foram bilaterais, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: Verificou-se, um aumento do consumo de leite e sopa desde a fase pré-concecional para o segundo trimestre da gravidez. Contudo, evidenciou-se uma diminuição da ingestão de energia, proteína, gordura, ómega-3, ómega-6, ferro e vitamina B12. As grávidas com mais idade que concluíram o secundário mostraram um maior consumo de pescado e de hortícolas e uma maior a ingestão de ácido fólico e ómega-3. O consumo de sopa e de fruta parece ter efeito protetor sobre o ganho de peso e sobre o risco de peso ao nascimento, respetivamente. Conclusões: Os resultados desta investigação mostram flutuações significativas na alimentação entre a fase pré-concecional e a gravidez. A faixa etária e o nível de escolaridade mostraram-se determinantes nas escolhas alimentares. Em suma, uma alimentação mais equilibrada e mais cuidada que privilegia o consumo de hortícolas e fruta, parece estar associada a melhores resultados no ganho ponderal e no peso ao nascimento.
Autores principais:Baltazar, Bruna Alexandra Iglésias
Assunto:Alimentação pré-concecional Alimentação na gravidez Ganho ponderal materno Perfil sociodemográfico Antropometria ao nascimento Teses de mestrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A nutrição materna é o principal fator intrauterino responsável pelas alterações fisiológicas, metabólicas e epigenéticas persistentes e, por isso, é determinante na saúde futura do bebé. Objetivo: O objetivo geral deste estudo é quantificar a associação entre a alimentação pré-concecional e a variação entre esta e a alimentação praticada no 2º trimestre de gravidez com o ganho de peso na gravidez, parâmetros sociodemográficos e antropometria ao nascimento. Materiais e métodos: O presente estudo baseia-se numa subamostra de mães da coorte de nascimento Geração XXI acompanhadas ao longo da gravidez e incluiu um total de 220 participantes. A ingestão alimentar foi avaliada através de Questionários de Frequência Alimentar, aplicado no momento do recrutamento das grávidas e no 3º trimestre da gravidez. A análise estatística dos dados foi realizada com recurso ao programa Statistical Package for Social Sciences, versão 26.0. Todos os testes estatísticos realizados foram bilaterais, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: Verificou-se, um aumento do consumo de leite e sopa desde a fase pré-concecional para o segundo trimestre da gravidez. Contudo, evidenciou-se uma diminuição da ingestão de energia, proteína, gordura, ómega-3, ómega-6, ferro e vitamina B12. As grávidas com mais idade que concluíram o secundário mostraram um maior consumo de pescado e de hortícolas e uma maior a ingestão de ácido fólico e ómega-3. O consumo de sopa e de fruta parece ter efeito protetor sobre o ganho de peso e sobre o risco de peso ao nascimento, respetivamente. Conclusões: Os resultados desta investigação mostram flutuações significativas na alimentação entre a fase pré-concecional e a gravidez. A faixa etária e o nível de escolaridade mostraram-se determinantes nas escolhas alimentares. Em suma, uma alimentação mais equilibrada e mais cuidada que privilegia o consumo de hortícolas e fruta, parece estar associada a melhores resultados no ganho ponderal e no peso ao nascimento.