Publicação

Estudo preliminar de comparação dos níveis da proteína C-reactiva no soro e no líquido sinovial de canídeos com doença degenerativa articular

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença degenerativa articular (DDA) apresenta uma etiologia múltipla que envolve factores bioquímicos, biomecânicos e genéticos de todas as estruturas da articulação sinovial, e caracteriza-se por uma perda generalizada e progressiva da cartilagem articular, acompanhada pela tentativa de reparação da mesma. Muito embora esteja classificada como uma doença articular não inflamatória, sabe-se que existe um importante componente inflamatório regional constituído por um caldo heterogéneo de citoquinas pró-inflamatórias que surgem em quantidades significativas, que estimulam a síntese da proteína C-reactiva (PCR). O presente estudo desenvolvido numa amostra de 16 (n=16) canídeos (Canis familiaris) com diagnóstico de DDA e um grupo controlo, teve como objectivos: 1) detectar e quantificar a PCR no líquido sinovial da articulação afectada, utilizando para tal um teste ELISA validado para a detecção e quantificação da PCR sérica (PhaseTM Range Canine C-Reactive Protein Assay, comercializado pelo laboratório Tridelta Development Limited), 2) estudar as possíveis relações entre os valores da PCR sérica e sinovial, 3) entender de que modo os parâmetros: dor, condição corporal, tipo de actividade física, contagem de leucócitos, sexo, grau de DDA apresentada pelos indivíduos com DDA podem influenciar os níveis da PCR sérica e sinovial. Os resultados permitiram concluir que o teste de ELISA é válido para determinar e quantificar a PCR no líquido sinovial; que existe uma relação entre a PCR sérica e a PCR sinovial (R=0,78 com p˂0,001); que indivíduos com DDA apresentam níveis séricos da PCR dentro dos valores de referência, e que se verifica uma relação entre o nível álgico do doente e a concentração da PCR sérica (p=0,01).
Autores principais:Boal, Simão Batista
Assunto:Proteína C-reactiva Doença degenerativa articular Líquido sinovial Soro Articulação Canídeo C-reactive protein Degenerative joint disease Synovial fluid Serum Joint Dogs
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença degenerativa articular (DDA) apresenta uma etiologia múltipla que envolve factores bioquímicos, biomecânicos e genéticos de todas as estruturas da articulação sinovial, e caracteriza-se por uma perda generalizada e progressiva da cartilagem articular, acompanhada pela tentativa de reparação da mesma. Muito embora esteja classificada como uma doença articular não inflamatória, sabe-se que existe um importante componente inflamatório regional constituído por um caldo heterogéneo de citoquinas pró-inflamatórias que surgem em quantidades significativas, que estimulam a síntese da proteína C-reactiva (PCR). O presente estudo desenvolvido numa amostra de 16 (n=16) canídeos (Canis familiaris) com diagnóstico de DDA e um grupo controlo, teve como objectivos: 1) detectar e quantificar a PCR no líquido sinovial da articulação afectada, utilizando para tal um teste ELISA validado para a detecção e quantificação da PCR sérica (PhaseTM Range Canine C-Reactive Protein Assay, comercializado pelo laboratório Tridelta Development Limited), 2) estudar as possíveis relações entre os valores da PCR sérica e sinovial, 3) entender de que modo os parâmetros: dor, condição corporal, tipo de actividade física, contagem de leucócitos, sexo, grau de DDA apresentada pelos indivíduos com DDA podem influenciar os níveis da PCR sérica e sinovial. Os resultados permitiram concluir que o teste de ELISA é válido para determinar e quantificar a PCR no líquido sinovial; que existe uma relação entre a PCR sérica e a PCR sinovial (R=0,78 com p˂0,001); que indivíduos com DDA apresentam níveis séricos da PCR dentro dos valores de referência, e que se verifica uma relação entre o nível álgico do doente e a concentração da PCR sérica (p=0,01).