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Do currículo de física e química instituído ao aplicado nas escolas : das metodologias de ensino à avaliação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O desenvolvimento da educação científica em sala de aula e a sua avaliação, baseada num processo de ação e reflexão, de pesquisa e experimentação sistemática, são dois vetores que aparecem claramente enfatizados no Programa de Física e Química A. Neste contexto, delineou-se o presente estudo com o objetivo de identificar o entendimento que os professores de Física e Química A têm acerca do currículo, como o implementam e como avaliam as aprendizagens. Na busca de conhecimento de configurações contextuais em tempos de mudança, que potenciam ou inibem a atuação do professor na avaliação das aprendizagens inscreveu-se este estudo nas práticas do professor, perspectivadas do seu ponto de vista, integrando pensamento e ação. Trata-se de um estudo de natureza interpretativa, concretizada através da realização de estudos de caso de dois professores. A combinação da entrevista e a observação de aulas permitiu ver e ouvir o professor e a análise documental confirmou a sua ação. A análise e interpretação dos dados obtidos permitem-nos afirmar que os dois professores têm um conhecimento profundo do programa instituído, refletido quer nas planificações que elaboram, quer na sua operacionalização. Ambos manifestam empenho em cumprir o programa e as tarefas que selecionam e implementam vão, no geral, ao encontro das sugeridas nas atuais tendências nacionais e internacionais para o ensino das ciências. A interpretação dos professores, relativamente à avaliação, parece ir ao encontro do paradigma atual. Reconhecem-na como uma tarefa didática de gestão, no entanto, registam-se dificuldades na operacionalização da avaliação formativa, relacionadas com a atitude passiva dos alunos, o excessivo número de alunos em sala de aula e a extensão do programas, impelindo os professores para uma avaliação tradicional, baseada essencialmente nos testes e relatórios dos trabalhos. Apesar de estarem constantemente a questionar, observar e comparar, demonstrando um esforço no sentido de ajudar o aluno a fazer previsões e a justificar a tomada de decisões, a avaliação das competências processuais tem pouco impacto na classificação final, sendo referenciada como fator de erro na avaliação do alunos e conduzindo a desvios entre a classificação interna e a externa.
Autores principais:Afonso, Isabel Maria Rosa, 1966-
Assunto:Teses de doutoramento - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O desenvolvimento da educação científica em sala de aula e a sua avaliação, baseada num processo de ação e reflexão, de pesquisa e experimentação sistemática, são dois vetores que aparecem claramente enfatizados no Programa de Física e Química A. Neste contexto, delineou-se o presente estudo com o objetivo de identificar o entendimento que os professores de Física e Química A têm acerca do currículo, como o implementam e como avaliam as aprendizagens. Na busca de conhecimento de configurações contextuais em tempos de mudança, que potenciam ou inibem a atuação do professor na avaliação das aprendizagens inscreveu-se este estudo nas práticas do professor, perspectivadas do seu ponto de vista, integrando pensamento e ação. Trata-se de um estudo de natureza interpretativa, concretizada através da realização de estudos de caso de dois professores. A combinação da entrevista e a observação de aulas permitiu ver e ouvir o professor e a análise documental confirmou a sua ação. A análise e interpretação dos dados obtidos permitem-nos afirmar que os dois professores têm um conhecimento profundo do programa instituído, refletido quer nas planificações que elaboram, quer na sua operacionalização. Ambos manifestam empenho em cumprir o programa e as tarefas que selecionam e implementam vão, no geral, ao encontro das sugeridas nas atuais tendências nacionais e internacionais para o ensino das ciências. A interpretação dos professores, relativamente à avaliação, parece ir ao encontro do paradigma atual. Reconhecem-na como uma tarefa didática de gestão, no entanto, registam-se dificuldades na operacionalização da avaliação formativa, relacionadas com a atitude passiva dos alunos, o excessivo número de alunos em sala de aula e a extensão do programas, impelindo os professores para uma avaliação tradicional, baseada essencialmente nos testes e relatórios dos trabalhos. Apesar de estarem constantemente a questionar, observar e comparar, demonstrando um esforço no sentido de ajudar o aluno a fazer previsões e a justificar a tomada de decisões, a avaliação das competências processuais tem pouco impacto na classificação final, sendo referenciada como fator de erro na avaliação do alunos e conduzindo a desvios entre a classificação interna e a externa.