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Teletrabalho e ordenamento do território: impactos sobre o tráfego e escolhas residenciais : o caso da Área Metropolitana de Lisboa

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Summary:O teletrabalho tem sido estudado principalmente enquanto forma organizacional da actividade económica, subestimando-se a influência que tem no território. Esta influência é visível em duas perspectivas: enquanto forma de substituição dos movimentos pendulares diários da população, o teletrabalho pode reduzir o tráfego nas cidades, constituindo um instrumento da política dos transportes; no entanto, com a sua capacidade para tornar o local de residência parcialmente independente do local de trabalho, o teletrabalho pode constituir também um incentivo para as populações se deslocarem para locais mais distantes do centro, na procura de mais espaço habitacional e de melhores condições ambientais. O presente trabalho desenvolve estas duas perspectivas. A primeira é avaliada através da quantificação dos impactos do teletrabalho na redução do tráfego gerado pelos movimentos pendulares diários da população da Área Metropolitana de Lisboa (AML), na redução dos tempos de deslocação e nas despesas médias mensais da população; a segunda perspectiva é analisada através do modelo de escolha residencial no espaço urbano de Masahita Fujita, considerando-se que o teletrabalho conduz a uma redução dos custos de transportes, sendo estes de natureza monetária e de natureza temporal.
Main Authors:Roldão, Ana Margarida Moura
Subject:teletrabalho tráfego movimentos pendulares política dos transportes escolha residencial expansão urbana Telecommuting traffic commuting transport policy residential land use urban sprawl
Year:2003
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:O teletrabalho tem sido estudado principalmente enquanto forma organizacional da actividade económica, subestimando-se a influência que tem no território. Esta influência é visível em duas perspectivas: enquanto forma de substituição dos movimentos pendulares diários da população, o teletrabalho pode reduzir o tráfego nas cidades, constituindo um instrumento da política dos transportes; no entanto, com a sua capacidade para tornar o local de residência parcialmente independente do local de trabalho, o teletrabalho pode constituir também um incentivo para as populações se deslocarem para locais mais distantes do centro, na procura de mais espaço habitacional e de melhores condições ambientais. O presente trabalho desenvolve estas duas perspectivas. A primeira é avaliada através da quantificação dos impactos do teletrabalho na redução do tráfego gerado pelos movimentos pendulares diários da população da Área Metropolitana de Lisboa (AML), na redução dos tempos de deslocação e nas despesas médias mensais da população; a segunda perspectiva é analisada através do modelo de escolha residencial no espaço urbano de Masahita Fujita, considerando-se que o teletrabalho conduz a uma redução dos custos de transportes, sendo estes de natureza monetária e de natureza temporal.