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Solidão e saúde mental de idosos institucionalizados

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Resumo:O sentimento de solidão está associado a diversos problemas de saúde mental. Em idosos está relacionado a problemas de depressão, ansiedade, demência e institucionalização precoce. Este estudo descritivo, correlacional e comparativo teve como objetivos: Analisar a relação entre solidão e saúde mental de idosos institucionalizados; verificar a relação entre déficit cognitivo e as variáveis solidão e saúde mental; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de solidão em função da existência/inexistência de déficit cognitivo; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de solidão em função do grupo etário, género, estado civil, rede de apoio social, tempo de institucionalização e autonomia; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de saúde mental em função da existência/inexistência de déficit cognitivo; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de saúde mental em função do grupo etário, género, estado civil, rede de apoio social, tempo de institucionalização e autonomia. Recolheram-se dados de uma amostra com 28 participantes, 18 do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idades entre os 68 e 95 anos em 4 instituições na zona de Lisboa. Os instrumentos utilizados foram: A escala de solidão (UCLA, versão Portuguesa de autoria de Félix Neto (1989); O Mini Exame do Estado Mental (MEEM), versão Portuguesa de autoria de Guerreiro e colaboradores (1994); a escala de saúde mental versão short form de 5 itens (MHI-5, versão Portuguesa de autoria de Ribeiro (2001). Neste estudo verificou-se a existência de correlações entre solidão e saúde mental, ou seja, quanto maior a solidão pior a saúde mental; e correlações negativas entre déficit cognitivo e solidão, ou seja, quanto melhores capacidades cognitivas menos solidão. Constatou-se, ainda, que os idosos que nunca ou raramente recebem visitas dos filhos e não contactam com pessoas fora da instituição apresentam mais solidão. Verificou-se também que os idosos que recebem visitas dos amigos e são autónomos apresentam mais saúde mental.
Autores principais:Santos, Maristela Nascimento
Assunto:Idosos institucionalizados Solidão - 3ª idade Apoio social Autonomia Saúde mental Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sentimento de solidão está associado a diversos problemas de saúde mental. Em idosos está relacionado a problemas de depressão, ansiedade, demência e institucionalização precoce. Este estudo descritivo, correlacional e comparativo teve como objetivos: Analisar a relação entre solidão e saúde mental de idosos institucionalizados; verificar a relação entre déficit cognitivo e as variáveis solidão e saúde mental; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de solidão em função da existência/inexistência de déficit cognitivo; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de solidão em função do grupo etário, género, estado civil, rede de apoio social, tempo de institucionalização e autonomia; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de saúde mental em função da existência/inexistência de déficit cognitivo; analisar, numa perspectiva diferencial de comparação intergrupos, o nível de saúde mental em função do grupo etário, género, estado civil, rede de apoio social, tempo de institucionalização e autonomia. Recolheram-se dados de uma amostra com 28 participantes, 18 do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idades entre os 68 e 95 anos em 4 instituições na zona de Lisboa. Os instrumentos utilizados foram: A escala de solidão (UCLA, versão Portuguesa de autoria de Félix Neto (1989); O Mini Exame do Estado Mental (MEEM), versão Portuguesa de autoria de Guerreiro e colaboradores (1994); a escala de saúde mental versão short form de 5 itens (MHI-5, versão Portuguesa de autoria de Ribeiro (2001). Neste estudo verificou-se a existência de correlações entre solidão e saúde mental, ou seja, quanto maior a solidão pior a saúde mental; e correlações negativas entre déficit cognitivo e solidão, ou seja, quanto melhores capacidades cognitivas menos solidão. Constatou-se, ainda, que os idosos que nunca ou raramente recebem visitas dos filhos e não contactam com pessoas fora da instituição apresentam mais solidão. Verificou-se também que os idosos que recebem visitas dos amigos e são autónomos apresentam mais saúde mental.