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Hiperhomocisteinémia no AVC isquémico do jovem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A hiperhomocisteinémia é caracterizada pelo excesso de homocisteína na circulação sanguínea. Segundo vários estudos epidemiológicos, representa um papel importante no aumento do risco cardiovascular e cerebrovascular. O acidente vascular cerebral (AVC) isquémico acarreta elevada morbilidade e mortalidade, particularmente em Portugal, onde a frequência de eventos é superior à média europeia. O AVC isquémico no jovem é definido quando ocorre antes dos 45 ou 49 anos. Esta entidade clínica é particularmente importante, tendo em consideração os fatores de risco inerentes a estas idades, e pelo facto de serem doentes pertencentes à população ativa, o que levanta especial atenção aos fatores económicos e sociais. Esta dissertação teve como principal objetivo fazer uma revisão narrativa sobre a relação entre AVC isquémico no jovem e hiperhomocisteinémia. Foram analisados estudos observacionais, assim como ensaios clínicos randomizados com foco na relação entre estas duas entidades e o potencial benefício do tratamento da hiperhomocisteinémia. As análises dos artigos observacionais incluídos demonstram que a hiperhomocisteinémia parece ser um fator de risco cardiovascular, independente de outros fatores de risco, no entanto, a sua correção com recurso a suplementos multivitamínicos não se revelou eficaz na redução dos eventos cardiovasculares, reduzindo assim a confiança na relação de causalidade entre hiperhomocisteinémia e o AVC isquémico no jovem.
Autores principais:Moutinho, Pedro Fernandes
Assunto:Acidente vascular cerebral AVC isquémico Hiperhomocisteinémia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A hiperhomocisteinémia é caracterizada pelo excesso de homocisteína na circulação sanguínea. Segundo vários estudos epidemiológicos, representa um papel importante no aumento do risco cardiovascular e cerebrovascular. O acidente vascular cerebral (AVC) isquémico acarreta elevada morbilidade e mortalidade, particularmente em Portugal, onde a frequência de eventos é superior à média europeia. O AVC isquémico no jovem é definido quando ocorre antes dos 45 ou 49 anos. Esta entidade clínica é particularmente importante, tendo em consideração os fatores de risco inerentes a estas idades, e pelo facto de serem doentes pertencentes à população ativa, o que levanta especial atenção aos fatores económicos e sociais. Esta dissertação teve como principal objetivo fazer uma revisão narrativa sobre a relação entre AVC isquémico no jovem e hiperhomocisteinémia. Foram analisados estudos observacionais, assim como ensaios clínicos randomizados com foco na relação entre estas duas entidades e o potencial benefício do tratamento da hiperhomocisteinémia. As análises dos artigos observacionais incluídos demonstram que a hiperhomocisteinémia parece ser um fator de risco cardiovascular, independente de outros fatores de risco, no entanto, a sua correção com recurso a suplementos multivitamínicos não se revelou eficaz na redução dos eventos cardiovasculares, reduzindo assim a confiança na relação de causalidade entre hiperhomocisteinémia e o AVC isquémico no jovem.