Publicação
Sobreajustamento no mercado de capitais português
| Resumo: | O sobreajustamento foi uma das últimas descobertas sobre comportamentos aparentemente irracionais do mercado. Esta aparente irracionalidade, conceptualizada por De Bondt e Thaler [1985], consiste em que duas carteiras, uma a mais (ganhadora) e outra a menos (perdedora) rendível do mercado durante um determinado período, denominado de formação, passam a ter um comportamento inverso num segundo período, denominado de análise, em que a carteira perdedora passa a ter uma rendibilidade superior ao mercado acontecendo o contrário com a ganhadora. No nosso trabalho analisámos se a hipótese de sobreajustamento é verificada para o mercado de capitais português no período compreendido entre 1989 e 1994, segundo duas metodologias de cálculo de rendibilidade, a aritmética e a geométrica. Os resultados indicam, utilizando qualquer uma das duas metodologias, que não existiu sobreajustamento neste período, tal como foi definido por De Bondt e Thaler [1985,1987]. A carteira perdedora é geralmente melhor no período de análise que a ganhadora, embora não seja melhor que o mercado. A carteira perdedora, quase sempre, obtém uma rendibilidade maior no período de análise do que no período de formação, acontecendo o oposto para a carteira ganhadora. |
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| Autores principais: | Alves, Paulo Fernando |
| Assunto: | Sobreajustamento Anomalia Hipótese de eficiência dos mercados Carteira ganhadora e perdedora Metodologia aritmética Metodologia geométrica |
| Ano: | 1995 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O sobreajustamento foi uma das últimas descobertas sobre comportamentos aparentemente irracionais do mercado. Esta aparente irracionalidade, conceptualizada por De Bondt e Thaler [1985], consiste em que duas carteiras, uma a mais (ganhadora) e outra a menos (perdedora) rendível do mercado durante um determinado período, denominado de formação, passam a ter um comportamento inverso num segundo período, denominado de análise, em que a carteira perdedora passa a ter uma rendibilidade superior ao mercado acontecendo o contrário com a ganhadora. No nosso trabalho analisámos se a hipótese de sobreajustamento é verificada para o mercado de capitais português no período compreendido entre 1989 e 1994, segundo duas metodologias de cálculo de rendibilidade, a aritmética e a geométrica. Os resultados indicam, utilizando qualquer uma das duas metodologias, que não existiu sobreajustamento neste período, tal como foi definido por De Bondt e Thaler [1985,1987]. A carteira perdedora é geralmente melhor no período de análise que a ganhadora, embora não seja melhor que o mercado. A carteira perdedora, quase sempre, obtém uma rendibilidade maior no período de análise do que no período de formação, acontecendo o oposto para a carteira ganhadora. |
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