Publicação

Plantas medicinais com ação no sistema nervoso central

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O sistema nervoso central coordena a funcionalidade de todo o organismo, sendo por isso uma rede bastante complexa e imprescindível na manutenção das funções vitais. Dada a sua importância, desde as civilizações antigas que havia a preocupação de tratar problemas de saúde ao nível do sistema nervoso central, sendo a fitoterapia uma das sabedorias de eleição para os resolver. Na presente monografia são apresentadas duas espécies cujas ações terapêuticas no sistema nervoso central são bastante conhecidas, Ginkgo biloba L. e Hypericum perforatum L.. Para cada uma das plantas medicinais foram abordados a descrição botânica, os compostos químicos identificados, a atividade terapêutica, os ensaios farmacológicos, a toxicidade, as interações medicamentosas, os ensaios clínicos, a farmacocinética, a forma farmacêutica, modo de administração e posologia e ainda alguns produtos comercializados em Portugal. São duas plantas medicinais com enorme valor medicinal, apresentando-se primeiro Ginkgo biloba L. cujos principais compostos químicos com atividade terapêutica são os flavonoides (quercetina, campferol e isorramnetina) e os terpenóides (ginkgolidos e bilobalido). Esta espécie está mais indicada na Doença de Alzheimer e em outros tipos de demência, devido à sua capacidade neuroprotetora e de melhoria da função cognitiva e memória. Para além disso, apresenta atividade anti-inflamatória, antioxidante e anti-plaquetária. A segunda planta medicinal a ser apresentada é Hypericum perforatum L., cujos constituintes de relevo terapêutico são a hipericina (naftodiantrona) e a hiperforina (floroglucinol). A sua ação terapêutica recebe bastante destaque na melhoria da depressão e sintomas depressivos. Também é de realçar a sua atividade anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante. No entanto, apresenta muitas interações medicamentosas. Ginkgo biloba L. e Hypericum perforatum L. são plantas medicinais que apresentam uma enorme potencialidade na resolução de diversas patologias do sistema nervoso central, para além de muitas outras indicações terapêuticas noutras áreas. É necessário que sejam realizados mais estudos e investigações no âmbito de esclarecer alguns mecanismos de ação e aproveitar os benefícios medicinais destas plantas, sem descurar a sua investigação ao nível toxicológico.
Autores principais:Henriques, Joana Patrícia Santos
Assunto:Sistema nervoso central Ginkgo biloba L. Hypericum perforatum L. Doença de Alzheimer Depressão Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sistema nervoso central coordena a funcionalidade de todo o organismo, sendo por isso uma rede bastante complexa e imprescindível na manutenção das funções vitais. Dada a sua importância, desde as civilizações antigas que havia a preocupação de tratar problemas de saúde ao nível do sistema nervoso central, sendo a fitoterapia uma das sabedorias de eleição para os resolver. Na presente monografia são apresentadas duas espécies cujas ações terapêuticas no sistema nervoso central são bastante conhecidas, Ginkgo biloba L. e Hypericum perforatum L.. Para cada uma das plantas medicinais foram abordados a descrição botânica, os compostos químicos identificados, a atividade terapêutica, os ensaios farmacológicos, a toxicidade, as interações medicamentosas, os ensaios clínicos, a farmacocinética, a forma farmacêutica, modo de administração e posologia e ainda alguns produtos comercializados em Portugal. São duas plantas medicinais com enorme valor medicinal, apresentando-se primeiro Ginkgo biloba L. cujos principais compostos químicos com atividade terapêutica são os flavonoides (quercetina, campferol e isorramnetina) e os terpenóides (ginkgolidos e bilobalido). Esta espécie está mais indicada na Doença de Alzheimer e em outros tipos de demência, devido à sua capacidade neuroprotetora e de melhoria da função cognitiva e memória. Para além disso, apresenta atividade anti-inflamatória, antioxidante e anti-plaquetária. A segunda planta medicinal a ser apresentada é Hypericum perforatum L., cujos constituintes de relevo terapêutico são a hipericina (naftodiantrona) e a hiperforina (floroglucinol). A sua ação terapêutica recebe bastante destaque na melhoria da depressão e sintomas depressivos. Também é de realçar a sua atividade anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante. No entanto, apresenta muitas interações medicamentosas. Ginkgo biloba L. e Hypericum perforatum L. são plantas medicinais que apresentam uma enorme potencialidade na resolução de diversas patologias do sistema nervoso central, para além de muitas outras indicações terapêuticas noutras áreas. É necessário que sejam realizados mais estudos e investigações no âmbito de esclarecer alguns mecanismos de ação e aproveitar os benefícios medicinais destas plantas, sem descurar a sua investigação ao nível toxicológico.