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Estudo das estratégias de coping e catastrofização em adolescentes com dor crónica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Estudos epidemiológicos sobre a prevalência da dor na população pediátrica indicam valores entre 15 a 30% (Holm, Ljungman, & Söderlund, 2012; Perquin et al., 2000). São múltiplos os estudos que investigam a dor crónica no adolescente mas são em menor número os que estudam as associações entre a dor crónica, as estratégias de coping e a catastrofização. pelo que a investigação nesta área se torna interessante. Esta investigação teve como objectivos caracterizar a dor, as estratégias de coping e a catastrofização em jovens com dor crónica e jovens de uma amostra comunitária e estudar possíveis associações entre estas dimensões. Foram feitos estudos preliminares de 2 questionários e 3 escalas complementares complementares. São eles a Escala de Catastrofização na Dor – PCS (Crombez et al., 2003), Questionário do Coping com a Dor – PCQ na versão para jovens e pais, e as Escalas complementares de Efectividade do Coping – Pain Coping Efectiveness, Controlabilidade na Dor – Pain and Emotion Controllability e Reacções Emocionais à Dor – Emotional Reactions to Pain (Reid, Gilbert, & McGrath, 1998). A amostra total foi composta por 80 adolescentes com idades entre os 12 e os 18 anos (M=15,27; D.P.=2.05, em que 70% do sexo feminino) sendo que 30 integraram a amostra clínica e 50 a amostra comunitária. A recolha de dados para a amostra clínica teve lugar no Hospital Santa Maria de Lisboa e Hospital Garcia de Orta de Almada. No caso da amostra comunitária os questionários foram preenchidos pelos adolescentes via internet. Verifica- se que a média de dor na amostra comunitária é significativamente superior à média de dor na amostra clínica. No entanto, a dor não foi exactamente medida da mesma forma nas duas amostras: na amostra clínica a pergunta sobre a dor reportou à dor no momento actual enquanto que na amostra comunitária foi medido o último episódio de dor recordado pelo adolescente. O estudo das correlações revelou existir uma correlação positiva entre o valor da escala total da catastrofização e das três subescalas e os níveis de dor reportados, tanto na amostra clínica como na amostra comunitária. No caso das estratégias de coping, na amostra comunitária observou-se uma correlação negativa entre a distração comportamental e cognitiva e o nível de dor reportado. O estudo das correlações entre as estratégias de coping e a catastrofização indicou a existência de correlações positivas entre as variáveis. Estes resultados sugerem a presença de experiências de dor não controlda na amostra comunitária e de estados emocionais negativos e distorções nos processos cognitivos que influenciam a utilização de estratégias de coping eficazes no confronto com a dor (Claar et al., 2008)
Autores principais:Farias, Ana Rita Ramos
Assunto:Dor crónica Adolescência Coping na adolescência Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Estudos epidemiológicos sobre a prevalência da dor na população pediátrica indicam valores entre 15 a 30% (Holm, Ljungman, & Söderlund, 2012; Perquin et al., 2000). São múltiplos os estudos que investigam a dor crónica no adolescente mas são em menor número os que estudam as associações entre a dor crónica, as estratégias de coping e a catastrofização. pelo que a investigação nesta área se torna interessante. Esta investigação teve como objectivos caracterizar a dor, as estratégias de coping e a catastrofização em jovens com dor crónica e jovens de uma amostra comunitária e estudar possíveis associações entre estas dimensões. Foram feitos estudos preliminares de 2 questionários e 3 escalas complementares complementares. São eles a Escala de Catastrofização na Dor – PCS (Crombez et al., 2003), Questionário do Coping com a Dor – PCQ na versão para jovens e pais, e as Escalas complementares de Efectividade do Coping – Pain Coping Efectiveness, Controlabilidade na Dor – Pain and Emotion Controllability e Reacções Emocionais à Dor – Emotional Reactions to Pain (Reid, Gilbert, & McGrath, 1998). A amostra total foi composta por 80 adolescentes com idades entre os 12 e os 18 anos (M=15,27; D.P.=2.05, em que 70% do sexo feminino) sendo que 30 integraram a amostra clínica e 50 a amostra comunitária. A recolha de dados para a amostra clínica teve lugar no Hospital Santa Maria de Lisboa e Hospital Garcia de Orta de Almada. No caso da amostra comunitária os questionários foram preenchidos pelos adolescentes via internet. Verifica- se que a média de dor na amostra comunitária é significativamente superior à média de dor na amostra clínica. No entanto, a dor não foi exactamente medida da mesma forma nas duas amostras: na amostra clínica a pergunta sobre a dor reportou à dor no momento actual enquanto que na amostra comunitária foi medido o último episódio de dor recordado pelo adolescente. O estudo das correlações revelou existir uma correlação positiva entre o valor da escala total da catastrofização e das três subescalas e os níveis de dor reportados, tanto na amostra clínica como na amostra comunitária. No caso das estratégias de coping, na amostra comunitária observou-se uma correlação negativa entre a distração comportamental e cognitiva e o nível de dor reportado. O estudo das correlações entre as estratégias de coping e a catastrofização indicou a existência de correlações positivas entre as variáveis. Estes resultados sugerem a presença de experiências de dor não controlda na amostra comunitária e de estados emocionais negativos e distorções nos processos cognitivos que influenciam a utilização de estratégias de coping eficazes no confronto com a dor (Claar et al., 2008)