Publicação
Transplante de laringe : uma opção viável?
| Resumo: | Os estudos experimentais no âmbito do transplante laríngeo tiveram início em 1960, contudo ainda não são um procedimento clínico de rotina. Os avanços mais recentes efetuados nesta área tornaram-no uma opção cada vez mais viável, particularmente em indivíduos com danos irreversíveis neste órgão. A perda das funções laríngeas tem um impacto negativo na qualidade de vida dos indivíduos, influenciando a capacidade de comunicação, respiração, deglutição e proteção das vias aéreas inferiores. Até à data, foram publicados na literatura apenas dois casos relativamente bem-sucedidos de alotransplante laríngeo em humanos. Os principais desafios passam não só pela aplicação de técnicas cirúrgicas eficientes na reconstrução microvascular arterial e venosa, e reinervação laríngeas bem como pelo desenvolvimento de terapêuticas imunossupressoras eficazes, sem efeitos nefastos associados. A escassez de dadores, a incerteza dos resultados a longo prazo e as considerações éticas e psicossociais inerente ao transplante de um órgão não-vital, limitam a aceitação universal deste procedimento. Naturalmente, a investigação realizada tanto na área de imunossupressão como na reinervação deverão continuar. Não obstante, considerando o progresso observado na área da transplantação em geral, não está longe o dia em que a imunossupressão sem riscos associados tornar-se-á uma realidade e as lições que aprendemos hoje beneficiarão os potenciais candidatos para o transplante de laringe no futuro. |
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| Autores principais: | Pestana, Maria Daniela Jardim |
| Assunto: | Transplante de laringe Laringe Alotransplante composto laríngeo Imunossupressão Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os estudos experimentais no âmbito do transplante laríngeo tiveram início em 1960, contudo ainda não são um procedimento clínico de rotina. Os avanços mais recentes efetuados nesta área tornaram-no uma opção cada vez mais viável, particularmente em indivíduos com danos irreversíveis neste órgão. A perda das funções laríngeas tem um impacto negativo na qualidade de vida dos indivíduos, influenciando a capacidade de comunicação, respiração, deglutição e proteção das vias aéreas inferiores. Até à data, foram publicados na literatura apenas dois casos relativamente bem-sucedidos de alotransplante laríngeo em humanos. Os principais desafios passam não só pela aplicação de técnicas cirúrgicas eficientes na reconstrução microvascular arterial e venosa, e reinervação laríngeas bem como pelo desenvolvimento de terapêuticas imunossupressoras eficazes, sem efeitos nefastos associados. A escassez de dadores, a incerteza dos resultados a longo prazo e as considerações éticas e psicossociais inerente ao transplante de um órgão não-vital, limitam a aceitação universal deste procedimento. Naturalmente, a investigação realizada tanto na área de imunossupressão como na reinervação deverão continuar. Não obstante, considerando o progresso observado na área da transplantação em geral, não está longe o dia em que a imunossupressão sem riscos associados tornar-se-á uma realidade e as lições que aprendemos hoje beneficiarão os potenciais candidatos para o transplante de laringe no futuro. |
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