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As novas tecnologias e a inovação das práticas pedagógicas

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Resumo:Neste texto analiso a relação entre as novas tecnologias e a inovação das práticas pedagógicas. Desejo antigo de professores, investigadores e políticos, a inovação educativa aparece mais no discurso do que nas práticas. Sempre que surge uma nova tecnologia existe a tendência para lhe associar, quase que por magia, o poder de mudar a acção educativa e os seus resultados. Contudo, a realidade é mais complexa, e as mudanças nos modos de pensar e fazer são bem mais lentas do que a evolução tecnológica. Cria-se assim um discurso quase unânime, em grande parte ideológico, que encobre a realidade, mais do que a esclarece. A leitura científica dos fenómenos é realista, quer dizer, descreve a realidade como ela é e não como gostaríamos que fosse. É óbvio que as crianças e jovens devem aprender a usar os computadores e a Internet e as escolas devem prepará-los para um mundo fortemente marcado pela tecnologia. Deveria ainda apoiar os estudantes a ter um pensamento crítico sobre a técnica, i.e., literacia e a educação tecnológica. Proponho-me de seguida elucidar, partindo sobretudo dos resultados da investigação, as seguintes questões: 1) Será que as novas tecnologias modificam o modo como os professores estão habituados a ensinar e os alunos a aprender? Os alunos aprendem ‘mais e melhor’ quando usam as tecnologias? 2) O que é a literacia informática? E a educação tecnológica? Como as promover nas escolas? 3) Será que a formação (inicial e contínua) de professores está a preparar os docentes para uma sociedade fortemente marcada pela tecnologia?
Autores principais:Miranda, Guilhermina Lobato
Assunto:Tecnologias Inovação Práticas pedagógicas Literacia tecnológica Educação tecnológica Formação de professores
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste texto analiso a relação entre as novas tecnologias e a inovação das práticas pedagógicas. Desejo antigo de professores, investigadores e políticos, a inovação educativa aparece mais no discurso do que nas práticas. Sempre que surge uma nova tecnologia existe a tendência para lhe associar, quase que por magia, o poder de mudar a acção educativa e os seus resultados. Contudo, a realidade é mais complexa, e as mudanças nos modos de pensar e fazer são bem mais lentas do que a evolução tecnológica. Cria-se assim um discurso quase unânime, em grande parte ideológico, que encobre a realidade, mais do que a esclarece. A leitura científica dos fenómenos é realista, quer dizer, descreve a realidade como ela é e não como gostaríamos que fosse. É óbvio que as crianças e jovens devem aprender a usar os computadores e a Internet e as escolas devem prepará-los para um mundo fortemente marcado pela tecnologia. Deveria ainda apoiar os estudantes a ter um pensamento crítico sobre a técnica, i.e., literacia e a educação tecnológica. Proponho-me de seguida elucidar, partindo sobretudo dos resultados da investigação, as seguintes questões: 1) Será que as novas tecnologias modificam o modo como os professores estão habituados a ensinar e os alunos a aprender? Os alunos aprendem ‘mais e melhor’ quando usam as tecnologias? 2) O que é a literacia informática? E a educação tecnológica? Como as promover nas escolas? 3) Será que a formação (inicial e contínua) de professores está a preparar os docentes para uma sociedade fortemente marcada pela tecnologia?