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Resistir na escola... desafios à transformação

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Resumo:Na escola atual são diversos os desafios que se colocam numa sociedade em transformação que assiste à progressiva abertura de fronteiras e de partilha de informação, questionando-se privilegiar a aquisição de conhecimentos. Desde a década de 80, a crescente imigração portuguesa reflete-se também nas escolas, exigindo do professor uma transformação crítica na realidade socioeconómica em que se insere. Nesta investigação etnográfica crítica (Mainardes & Marcondes, 2011), a partir de uma abordagem dialógica da presença de poder nas relações humanas (Foucault, 2004), procura-se compreender a forma como um grupo de sete professores, a lecionar desde a década de 80, tem resistido na escola. Numa tendência geral de desmotivação profissional (Canário, 2006), destaca-se que os professores resistentes lutam pela sua emancipação, através de um processo de enculturação criativo (Bishop, 1999). Ao longo de um ano letivo, desenvolveram-se círculos de investigação (Pacheco, 2010; Freire, 1968/2007) numa escola, questionando o papel do professor e os seus desafios, através de um diálogo crítico e emancipador, complementados com registos de conversas informais e de observações críticas. A análise dos resultados permitiu reconhecer a importância de um espaço de diálogo e de partilha entre professores, de resistência como meio de emancipação, desafiando a transformação, mas sobretudo delineando caminhos de participação críticos dentro de um contexto sistémico como a escola.
Autores principais:Ramada, Sandra Isabel Gonçalves
Assunto:Resistência Poder Transformação Emancipação Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na escola atual são diversos os desafios que se colocam numa sociedade em transformação que assiste à progressiva abertura de fronteiras e de partilha de informação, questionando-se privilegiar a aquisição de conhecimentos. Desde a década de 80, a crescente imigração portuguesa reflete-se também nas escolas, exigindo do professor uma transformação crítica na realidade socioeconómica em que se insere. Nesta investigação etnográfica crítica (Mainardes & Marcondes, 2011), a partir de uma abordagem dialógica da presença de poder nas relações humanas (Foucault, 2004), procura-se compreender a forma como um grupo de sete professores, a lecionar desde a década de 80, tem resistido na escola. Numa tendência geral de desmotivação profissional (Canário, 2006), destaca-se que os professores resistentes lutam pela sua emancipação, através de um processo de enculturação criativo (Bishop, 1999). Ao longo de um ano letivo, desenvolveram-se círculos de investigação (Pacheco, 2010; Freire, 1968/2007) numa escola, questionando o papel do professor e os seus desafios, através de um diálogo crítico e emancipador, complementados com registos de conversas informais e de observações críticas. A análise dos resultados permitiu reconhecer a importância de um espaço de diálogo e de partilha entre professores, de resistência como meio de emancipação, desafiando a transformação, mas sobretudo delineando caminhos de participação críticos dentro de um contexto sistémico como a escola.