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Osteogénese imperfeita : a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Osteogénese imperfeita (OI) é uma doença genética da formação óssea, caracterizada por fragilidade óssea aumentada e densidade óssea diminuída. Os doentes com OI têm maior propensão a sofrer fracturas, apresentando frequentemente deformidades ósseas, que comprometem a função motora dos segmentos afectados. Na maior parte dos casos é uma doença de transmissão autossómica dominante, ligada a mutações nos genes do colagénio tipo I (COL1A1 e COL1A2), existindo no entanto casos de transmissão autossómica recessiva, ligados a outros genes. O gravidade desta doença é muito variável, indo desde fenótipos extremamente graves incompatíveis com a vida, até fenótipos leves que permitem total autonomia e deambulação. Dada a grande heterogeneidade da apresentação clínica desta doença, os doentes são classificados num dos 4 tipos de Sillence, de acordo com o quadro clínico e a gravidade do fenótipo. O diagnóstico é baseado na história familiar e na clínica, dispensando frequentemente outros meios complementares de diagnóstico. A DEXA e a radiografia são, no entanto, bons instrumentos para apoiar o diagnóstico e estabelecer a gravidade da doença. O tratamento assenta na intervenção de uma equipa multidisciplinar, tendo como pilares a cirurgia ortopédica e o tratamento com bisfosfonatos. Neste trabalho apresenta-se o caso de uma doente de 11 anos, com OI e com diagnóstico tardio de fractura do colo do fémur.
Autores principais:Sá, Davide João Santos
Assunto:Osteogênese Imperfeita Colágeno tipo I Doenças do Colagenio
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Osteogénese imperfeita (OI) é uma doença genética da formação óssea, caracterizada por fragilidade óssea aumentada e densidade óssea diminuída. Os doentes com OI têm maior propensão a sofrer fracturas, apresentando frequentemente deformidades ósseas, que comprometem a função motora dos segmentos afectados. Na maior parte dos casos é uma doença de transmissão autossómica dominante, ligada a mutações nos genes do colagénio tipo I (COL1A1 e COL1A2), existindo no entanto casos de transmissão autossómica recessiva, ligados a outros genes. O gravidade desta doença é muito variável, indo desde fenótipos extremamente graves incompatíveis com a vida, até fenótipos leves que permitem total autonomia e deambulação. Dada a grande heterogeneidade da apresentação clínica desta doença, os doentes são classificados num dos 4 tipos de Sillence, de acordo com o quadro clínico e a gravidade do fenótipo. O diagnóstico é baseado na história familiar e na clínica, dispensando frequentemente outros meios complementares de diagnóstico. A DEXA e a radiografia são, no entanto, bons instrumentos para apoiar o diagnóstico e estabelecer a gravidade da doença. O tratamento assenta na intervenção de uma equipa multidisciplinar, tendo como pilares a cirurgia ortopédica e o tratamento com bisfosfonatos. Neste trabalho apresenta-se o caso de uma doente de 11 anos, com OI e com diagnóstico tardio de fractura do colo do fémur.