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Perfil de eficácia e segurança da isotretinoína na terapêutica em dermatologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A acne vulgaris é das doenças dermatológicas mais frequentes a nível mundial, afetando praticamente toda a população em pelo menos alguma fase da sua vida. É uma doença crónica e inflamatória com diferentes lesões e graus de gravidade que afeta maioritariamente a face, tórax e dorso. Possui também uma elevada complexidade a nível psicossocial que pode dar origem a estados depressivos e de isolamento social, sendo necessário terapêuticas efetivas que vão desde tópicas a sistémicas como é o caso da isotretinoína. A isotretinoína é considerado o fármaco mais efetivo e com menos taxa de reincidência para o tratamento da acne em casos moderados que não respondem à antibioterapia oral e como primeira opção para casos de acne graves ou muito grave. Além disso, a sua indicação terapêutica não se verifica apenas no acne, sendo prescrita noutras patologias dermatológicas. No entanto, é um fármaco que exige várias medidas a serem tomadas pelo doente antes, durante e após o fim da terapêutica. Consequentemente, é necessário os seus utilizadores efetuarem análises laboratoriais, nomeadamente, um hemograma completo, a enzima creatinina fosfocinase e ao perfil lipídico e hepático. Além disso, a isotretinoína é um fármaco com efeitos teratogénicos. Os efeitos adversos relacionados com a terapêutica é o que gera mais preocupações e numerosos ensaios clínicos em torno deste fármaco. Os mais comuns são a nível mucocutâneo e oftalmológico, depois existem revisões de efeitos gastrointestinais, neuromusculares, osteoarticulares, hematológicos, cardiovasculares e psiquiátricos. Considerando, os doentes que são mais vulneráveis aos efeitos secundários da isotretinoína através do seu histórico pessoal e familiar, estes podem beneficiar da sua ação terapêutica ao serem feitas algumas alterações, como a introdução de regimes de baixas dosagens. No entanto, pode sempre existir casos de doentes que não possam fazer uso da sua ação terapêutica devido a certas patologias pré-existentes. Contundo, apesar da controvérsia que existe, a isotretinoína é um fármaco com um perfil de eficácia e segurança bastante elevado mas que necessita de certas precauções.
Autores principais:Carqueia, Cláudia Filipa Lopes
Assunto:Acne Isotretinoína Efeitos adversos Patologia Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A acne vulgaris é das doenças dermatológicas mais frequentes a nível mundial, afetando praticamente toda a população em pelo menos alguma fase da sua vida. É uma doença crónica e inflamatória com diferentes lesões e graus de gravidade que afeta maioritariamente a face, tórax e dorso. Possui também uma elevada complexidade a nível psicossocial que pode dar origem a estados depressivos e de isolamento social, sendo necessário terapêuticas efetivas que vão desde tópicas a sistémicas como é o caso da isotretinoína. A isotretinoína é considerado o fármaco mais efetivo e com menos taxa de reincidência para o tratamento da acne em casos moderados que não respondem à antibioterapia oral e como primeira opção para casos de acne graves ou muito grave. Além disso, a sua indicação terapêutica não se verifica apenas no acne, sendo prescrita noutras patologias dermatológicas. No entanto, é um fármaco que exige várias medidas a serem tomadas pelo doente antes, durante e após o fim da terapêutica. Consequentemente, é necessário os seus utilizadores efetuarem análises laboratoriais, nomeadamente, um hemograma completo, a enzima creatinina fosfocinase e ao perfil lipídico e hepático. Além disso, a isotretinoína é um fármaco com efeitos teratogénicos. Os efeitos adversos relacionados com a terapêutica é o que gera mais preocupações e numerosos ensaios clínicos em torno deste fármaco. Os mais comuns são a nível mucocutâneo e oftalmológico, depois existem revisões de efeitos gastrointestinais, neuromusculares, osteoarticulares, hematológicos, cardiovasculares e psiquiátricos. Considerando, os doentes que são mais vulneráveis aos efeitos secundários da isotretinoína através do seu histórico pessoal e familiar, estes podem beneficiar da sua ação terapêutica ao serem feitas algumas alterações, como a introdução de regimes de baixas dosagens. No entanto, pode sempre existir casos de doentes que não possam fazer uso da sua ação terapêutica devido a certas patologias pré-existentes. Contundo, apesar da controvérsia que existe, a isotretinoína é um fármaco com um perfil de eficácia e segurança bastante elevado mas que necessita de certas precauções.