Publicação
A Escrita da Pesquisa: uma conversa a partir de Freud, Lacan e Foucault
| Resumo: | Partindo da convocação para pensar o problema da escrita da pesquisa, o artigo sustenta o escrever como uma prática de si, como um processo de invenção cujos efeitos redundam sobre o texto, sobre o objeto que ele contorna, sobre quem segura a pena e, ainda, sobre o endereço que ele mira. Tratase de um processo em que o autor não é suposto na origem da escrita, nem mesmo está, em relação a esta, num lugar de completo domínio; ao contrário, a posição do investigador e as proposições da pesquisa decantam do próprio percurso do texto, como resultante – e não resultado – dos impasses do pensamento, das idas e vindas de sua elaboração, do entrecruzamento de muitas vozes em sua palavra. O presente artigo sustenta suas proposições em uma conversa na qual se fazem presentes Freud, Lacan e Foucault, numa trama em que proximidades e distâncias se tecem articulando as condições para qualificar as perguntas que emergem da prática da escrita da pesquisa sustentada nas trocas que têm lugar na pequena comunidade que o grupo de orientação representa. |
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| Autores principais: | Moschen, Simone |
| Outros Autores: | Ó, Jorge Ramos do |
| Assunto: | Escrita académica Arte de existir Psicanálise Foucault Freud Lacan |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Partindo da convocação para pensar o problema da escrita da pesquisa, o artigo sustenta o escrever como uma prática de si, como um processo de invenção cujos efeitos redundam sobre o texto, sobre o objeto que ele contorna, sobre quem segura a pena e, ainda, sobre o endereço que ele mira. Tratase de um processo em que o autor não é suposto na origem da escrita, nem mesmo está, em relação a esta, num lugar de completo domínio; ao contrário, a posição do investigador e as proposições da pesquisa decantam do próprio percurso do texto, como resultante – e não resultado – dos impasses do pensamento, das idas e vindas de sua elaboração, do entrecruzamento de muitas vozes em sua palavra. O presente artigo sustenta suas proposições em uma conversa na qual se fazem presentes Freud, Lacan e Foucault, numa trama em que proximidades e distâncias se tecem articulando as condições para qualificar as perguntas que emergem da prática da escrita da pesquisa sustentada nas trocas que têm lugar na pequena comunidade que o grupo de orientação representa. |
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