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Abordagem da dispneia no doente com doença pulmonar obstrutiva crónica em cuidados paliativos : a scoping review

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A dispneia é o sintoma mais prevalente nos doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Esta patologia é uma das principais causas de morte a nível mundial. A sua elevada prevalência leva a necessidade da integração e do envolvimento proactivo dos Cuidados Paliativos (CPAL). Objetivo: conhecer que estratégias terapêuticas existem na abordagem da dispneia em doentes com DPOC em CPAL. Métodos: realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática segundo os critérios PRISMA, através da pesquisa nas bases de dados: MEDLINE/PubMed, Web of Science e Cochrane, num período entre 2010 a 2020, nos idiomas inglês, espanhol e português, recorrendo a três palavras-chave: DPOC, CPAL e dispneia. Resultados: foram selecionados 8 artigos finais que abordaram a intervenção dos CPAL em doentes com DPOC e as diversas abordagens terapêuticas disponíveis no tratamento da dispneia nestes doentes em CPAL. Discussão: A introdução dos CPAL na DPOC é dificultada pela imprevisibilidade da doença. O tratamento da dispneia nestes doentes pressupõe o conhecimento da sua neurofisiologia e correta quantificação. A oxigenoterapia paliativa apresenta-se limitada aos doentes hipoxémicos. Os opióides orais e parentéricos são seguros, contudo estão sujeitos à “opiofobia" que limita a sua prescrição. Os agentes psicotrópicos podem ser benéficos em doentes selecionados. O uso de broncodilatadores deve ser cauteloso. Não existe evidência que suporte a utilização crónica dos corticoides. Os mucolíticos e antibióticos apresentam-se como uma terapêutica adjuvante e limitada. Foi consensual a evidência sustentada da reabilitação pulmonar. O papel da ventilação não invasiva paliativa permanece incerto. É fundamental educar os doentes e seus cuidadores sobre a DPOC, os CPAL e como gerir a dispneia. Conclusão: O acesso aos CPAL nestes doentes continua a ser limitado. Concluiu-se que existe a necessidade de mais investigação no tratamento da dispneia nos doentes com DPOC em CPAL, nomeadamente, no uso de opióides e em novas terapêuticas.
Autores principais:Duarte, Joana Filipa Clemente
Assunto:Cuidados paliativos Dispneia Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) Teses de Mestrado - 2022
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A dispneia é o sintoma mais prevalente nos doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Esta patologia é uma das principais causas de morte a nível mundial. A sua elevada prevalência leva a necessidade da integração e do envolvimento proactivo dos Cuidados Paliativos (CPAL). Objetivo: conhecer que estratégias terapêuticas existem na abordagem da dispneia em doentes com DPOC em CPAL. Métodos: realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática segundo os critérios PRISMA, através da pesquisa nas bases de dados: MEDLINE/PubMed, Web of Science e Cochrane, num período entre 2010 a 2020, nos idiomas inglês, espanhol e português, recorrendo a três palavras-chave: DPOC, CPAL e dispneia. Resultados: foram selecionados 8 artigos finais que abordaram a intervenção dos CPAL em doentes com DPOC e as diversas abordagens terapêuticas disponíveis no tratamento da dispneia nestes doentes em CPAL. Discussão: A introdução dos CPAL na DPOC é dificultada pela imprevisibilidade da doença. O tratamento da dispneia nestes doentes pressupõe o conhecimento da sua neurofisiologia e correta quantificação. A oxigenoterapia paliativa apresenta-se limitada aos doentes hipoxémicos. Os opióides orais e parentéricos são seguros, contudo estão sujeitos à “opiofobia" que limita a sua prescrição. Os agentes psicotrópicos podem ser benéficos em doentes selecionados. O uso de broncodilatadores deve ser cauteloso. Não existe evidência que suporte a utilização crónica dos corticoides. Os mucolíticos e antibióticos apresentam-se como uma terapêutica adjuvante e limitada. Foi consensual a evidência sustentada da reabilitação pulmonar. O papel da ventilação não invasiva paliativa permanece incerto. É fundamental educar os doentes e seus cuidadores sobre a DPOC, os CPAL e como gerir a dispneia. Conclusão: O acesso aos CPAL nestes doentes continua a ser limitado. Concluiu-se que existe a necessidade de mais investigação no tratamento da dispneia nos doentes com DPOC em CPAL, nomeadamente, no uso de opióides e em novas terapêuticas.