Publicação
O impacto da incapacidade física na qualidade de vida relacionada com a saúde nos doentes oncológicos : um estudo exploratório
| Resumo: | Este estudo pretendeu explorar a relação entre a Incapacidade física e as percepções de Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde (QDVRS) em doentes oncológicos. E pretendeu também conhecer os temas ligados à vivência da incapacidade física e da funcionalidade nesses mesmos doentes. Para este estudo, foi recolhida uma amostra de conveniência de 26 indivíduos (20 do sexo feminino e 6 do sexo masculino) com diagnóstico médico de doença oncológica, seguidos na Clínica da Dor do IPOLFG. Tendo em conta os objectivos da investigação foram aplicados os seguintes instrumentos: Functional Assessment Cancer Therapy - General, version 4 (FACT-G, v.4, versão portuguesa), Medical Outcomes Study 36 - Item Short Form SF - 36, version 2 (SF-36, v.2, versão portuguesa), Functional Living Índex - Cancer (FLI-C, traduzido e adaptado especialmente para este estudo), e Termómetro do Distresse. Para além destes instrumentos, 15 dos 26 participantes, foram ainda alvo de uma Entrevista Semi-Estruturada, e da Escala Visual Analógica (EVA) da Capacidade Física. Os discursos dos participantes foram categorizados num conjunto de Temas associados à experiência da incapacidade física e da funcionalidade, através da análise de conteúdo das entrevistas realizadas. A incapacidade física neste estudo foi mensurada através da EVA para a capacidade física e através das dimensões dos questionários que fazem apelo à capacidade física, pelo que esta foi interpretada de acordo com o significado das dimensões desses questionários. Assim ao explorar a relação existente entre a incapacidade física e a QDVRS, verificou-se que a incapacidade física se relaciona de forma positiva com a QDVRS. Verificou-se também que a incapacidade física se pode correlacionar negativamente com a QDVRS, contudo de forma menos expressiva. A correlação negativa verificou-se entre as dimensões Funcionamento Físico e Dor Corporal do SF-36 e a escala global de Bem-Estar do FACT-G, mostrando assim que níveis de QDVRS favoráveis se podem fazer acompanhar por baixos níveis de capacidade física. Através da análise qualitativa, foram identificados 14 temas básicos considerados como os mais representativos e preponderantes na experiência da incapacidade física e da funcionalidade, em que destes temas se destaca o tema Descrição de sintomas físicos incapacitantes. Assim, pode-se dizer que a incapacidade física pode interferir com a percepção que os doentes oncológicos fazem da sua QDVRS. Nesse sentido, diminuir a incapacidade física, nomeadamente os sintomas físicos incapacitantes, é fundamental para promover uma melhor QDVRS nestes doentes. |
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| Autores principais: | Louro, Susana Pedro |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2009 Doença oncológica Qualidade de vida Incapacidade física |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo pretendeu explorar a relação entre a Incapacidade física e as percepções de Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde (QDVRS) em doentes oncológicos. E pretendeu também conhecer os temas ligados à vivência da incapacidade física e da funcionalidade nesses mesmos doentes. Para este estudo, foi recolhida uma amostra de conveniência de 26 indivíduos (20 do sexo feminino e 6 do sexo masculino) com diagnóstico médico de doença oncológica, seguidos na Clínica da Dor do IPOLFG. Tendo em conta os objectivos da investigação foram aplicados os seguintes instrumentos: Functional Assessment Cancer Therapy - General, version 4 (FACT-G, v.4, versão portuguesa), Medical Outcomes Study 36 - Item Short Form SF - 36, version 2 (SF-36, v.2, versão portuguesa), Functional Living Índex - Cancer (FLI-C, traduzido e adaptado especialmente para este estudo), e Termómetro do Distresse. Para além destes instrumentos, 15 dos 26 participantes, foram ainda alvo de uma Entrevista Semi-Estruturada, e da Escala Visual Analógica (EVA) da Capacidade Física. Os discursos dos participantes foram categorizados num conjunto de Temas associados à experiência da incapacidade física e da funcionalidade, através da análise de conteúdo das entrevistas realizadas. A incapacidade física neste estudo foi mensurada através da EVA para a capacidade física e através das dimensões dos questionários que fazem apelo à capacidade física, pelo que esta foi interpretada de acordo com o significado das dimensões desses questionários. Assim ao explorar a relação existente entre a incapacidade física e a QDVRS, verificou-se que a incapacidade física se relaciona de forma positiva com a QDVRS. Verificou-se também que a incapacidade física se pode correlacionar negativamente com a QDVRS, contudo de forma menos expressiva. A correlação negativa verificou-se entre as dimensões Funcionamento Físico e Dor Corporal do SF-36 e a escala global de Bem-Estar do FACT-G, mostrando assim que níveis de QDVRS favoráveis se podem fazer acompanhar por baixos níveis de capacidade física. Através da análise qualitativa, foram identificados 14 temas básicos considerados como os mais representativos e preponderantes na experiência da incapacidade física e da funcionalidade, em que destes temas se destaca o tema Descrição de sintomas físicos incapacitantes. Assim, pode-se dizer que a incapacidade física pode interferir com a percepção que os doentes oncológicos fazem da sua QDVRS. Nesse sentido, diminuir a incapacidade física, nomeadamente os sintomas físicos incapacitantes, é fundamental para promover uma melhor QDVRS nestes doentes. |
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