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Outcomes reportados no tratamento cirúrgico com intenção curativa no cancro gástrico : uma revisão sistemática da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: Esta revisão sistemática da literatura focou-se em identificar, nos artigos publicados sobre o tratamento cirúrgico com intenção curativa do cancro gástrico, que outcomes são avaliados, a sua definição e a sua inter-relação, com ênfase nas métricas de qualidade de vida e na utilização de Patient Reported Outcome Measures (PROMs). Métodos: Foi conduzida uma pesquisa bibliográfica rigorosa em cinco bases de dados científicas e analisada utilizando as guidelines Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Os dados extraídos foram processados e analisados estatisticamente. Resultados: De um total de 900 registos, foram removidos os duplicados e analisados 704. Dos 223 artigos avaliados para elegibilidade, 101 foram excluídos e os motivos de exclusão registados. Os 122 estudos em concordância com os critérios de inclusão foram admitidos nesta revisão literária. A análise dos dados permitiu constatar que a percentagem de outcomes não definidos corretamente vai aumentando à medida que são reportados 2 e 3 outcomes, respetivamente. A percentagem de implementação de PROMs e de escalas de avaliação de qualidade de vida é baixa (9,8% na amostra estudada). Conclusão: Os outcomes no tratamento cirúrgico de intenção curativa do cancro gástrico apresentam uma apreciável heterogeneidade tornando a sua análise e comparação difíceis. Existe uma correspondência parcial entre os que a literatura produz, e o que doentes e profissionais procuram. A utilização de PROMs e a contemplação da qualidade de vida tem uma modesta representação na literatura, o que pode traduzir pouca utilização na prática clínica. Para que a qualidade de vida tenha um papel mais ativo no processo de decisão clínica em cirurgia, os médicos devem ser sensibilizados e as escalas de avaliação disponíveis divulgadas.
Autores principais:Oliveira, Mário Jorge Simões
Assunto:Gastrectomia Cancro gástrico Patient reported outcomes Qualidade de vida
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto: Esta revisão sistemática da literatura focou-se em identificar, nos artigos publicados sobre o tratamento cirúrgico com intenção curativa do cancro gástrico, que outcomes são avaliados, a sua definição e a sua inter-relação, com ênfase nas métricas de qualidade de vida e na utilização de Patient Reported Outcome Measures (PROMs). Métodos: Foi conduzida uma pesquisa bibliográfica rigorosa em cinco bases de dados científicas e analisada utilizando as guidelines Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Os dados extraídos foram processados e analisados estatisticamente. Resultados: De um total de 900 registos, foram removidos os duplicados e analisados 704. Dos 223 artigos avaliados para elegibilidade, 101 foram excluídos e os motivos de exclusão registados. Os 122 estudos em concordância com os critérios de inclusão foram admitidos nesta revisão literária. A análise dos dados permitiu constatar que a percentagem de outcomes não definidos corretamente vai aumentando à medida que são reportados 2 e 3 outcomes, respetivamente. A percentagem de implementação de PROMs e de escalas de avaliação de qualidade de vida é baixa (9,8% na amostra estudada). Conclusão: Os outcomes no tratamento cirúrgico de intenção curativa do cancro gástrico apresentam uma apreciável heterogeneidade tornando a sua análise e comparação difíceis. Existe uma correspondência parcial entre os que a literatura produz, e o que doentes e profissionais procuram. A utilização de PROMs e a contemplação da qualidade de vida tem uma modesta representação na literatura, o que pode traduzir pouca utilização na prática clínica. Para que a qualidade de vida tenha um papel mais ativo no processo de decisão clínica em cirurgia, os médicos devem ser sensibilizados e as escalas de avaliação disponíveis divulgadas.