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Em Torno dos Mais Antigos Modelos de Ânfora de Produção Lusitana: os dados do Monte dos Castelinhos (Vila Franca de Xira)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As escavações em curso no povoado de Monte dos Castelinhos em Vila Franca de Xira, vêm aduzir novos elementos à investigação sobre o início da produção oleira romana no extremo ocidente peninsular. O povoado fortificado de Monte dos Castelinhos, situa-se em posição de destaque sobre o Vale do Tejo. Trata-se de uma estação com características singulares. Fundado aparentemente na primeira metade do século I a.C., o sítio foi alvo de uma destruição generalizada ainda no século I a.C., possivelmente correlacionada com os conflitos entre César e Pompeio. É precisamente nestes níveis de abandono brusco do sítio, bem datados de inícios da segunda metade do século I a.C. pela presença de Campaniense B e ânforas Béticas do Tipo Classe 67, Haltern 70 e Classe 24, que se encontram atestadas as primeiras ânforas de produção Lusitana. A sua presença nestes contextos bem definidos atesta de uma forma categórica o início da produção de ânforas de tipologia romana no ocidente peninsular em época tardo-republicana. Trata-se de um conjunto de fragmentos de bocais moldurados e fundos que, pelas suas características formais, se aproximam das primeiras produções de ânforas da Baetica, principalmente das Haltern 70, Classe 67 e do universo das Dressel 7/11. Estas ânforas aproximam-se das mais antigas produções atestadas para as olarias lusitanas do vale do Sado, remontando ao período Júlio-Cláudio.
Autores principais:Pimenta, João
Assunto:Monte dos Castelinhos Ânforas Comércio Época romana (republicana) Produção
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As escavações em curso no povoado de Monte dos Castelinhos em Vila Franca de Xira, vêm aduzir novos elementos à investigação sobre o início da produção oleira romana no extremo ocidente peninsular. O povoado fortificado de Monte dos Castelinhos, situa-se em posição de destaque sobre o Vale do Tejo. Trata-se de uma estação com características singulares. Fundado aparentemente na primeira metade do século I a.C., o sítio foi alvo de uma destruição generalizada ainda no século I a.C., possivelmente correlacionada com os conflitos entre César e Pompeio. É precisamente nestes níveis de abandono brusco do sítio, bem datados de inícios da segunda metade do século I a.C. pela presença de Campaniense B e ânforas Béticas do Tipo Classe 67, Haltern 70 e Classe 24, que se encontram atestadas as primeiras ânforas de produção Lusitana. A sua presença nestes contextos bem definidos atesta de uma forma categórica o início da produção de ânforas de tipologia romana no ocidente peninsular em época tardo-republicana. Trata-se de um conjunto de fragmentos de bocais moldurados e fundos que, pelas suas características formais, se aproximam das primeiras produções de ânforas da Baetica, principalmente das Haltern 70, Classe 67 e do universo das Dressel 7/11. Estas ânforas aproximam-se das mais antigas produções atestadas para as olarias lusitanas do vale do Sado, remontando ao período Júlio-Cláudio.