Publicação
O impacto do consumo tabágico na rinossinusite crónica
| Resumo: | O epitélio nasossinusal das fossas nasais, incluindo os seios perinasais, constitui a “primeira linha de defesa” contra agentes patogénicos e partículas inaladas. A rinossinusite crónica é uma das doenças mais prevalentes no mundo que condiciona uma grande diminuição da qualidade de vida. A sua etiologia depende de fatores intrínsecos do hospedeiro, como alterações genéticas, e fatores extrínsecos, desde agentes infeciosos, iatrogénicos ou inflamatórios, incluindo agentes irritantes onde podemos incluir o fumo de tabaco. As várias vias fisiopatológicas que culminam numa inflamação sinonasal levam à ativação de vias adicionais que inevitavelmente mascaram a sua etiologia inicial. O fumo de tabaco, ativo e passivo, tem um papel comprovado na manutenção do estado inflamatório da rinossinusite crónica, levando a uma diminuição do clearance mucociliar e a alterações da imunidade distintas, com aumento geral da ativação de vias inflamatórias mas também com uma inibição da imunidade inata. O papel da evicção tabágica no tratamento desta patologia ainda não está completamente comprovado devido a uma escassez de estudos com conclusões contraditórias. |
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| Autores principais: | Osório, Manuel Luís Vasconcelos e Sousa Vasques |
| Assunto: | Rinossinusite crónica Tabaco Clearance mucociliar Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O epitélio nasossinusal das fossas nasais, incluindo os seios perinasais, constitui a “primeira linha de defesa” contra agentes patogénicos e partículas inaladas. A rinossinusite crónica é uma das doenças mais prevalentes no mundo que condiciona uma grande diminuição da qualidade de vida. A sua etiologia depende de fatores intrínsecos do hospedeiro, como alterações genéticas, e fatores extrínsecos, desde agentes infeciosos, iatrogénicos ou inflamatórios, incluindo agentes irritantes onde podemos incluir o fumo de tabaco. As várias vias fisiopatológicas que culminam numa inflamação sinonasal levam à ativação de vias adicionais que inevitavelmente mascaram a sua etiologia inicial. O fumo de tabaco, ativo e passivo, tem um papel comprovado na manutenção do estado inflamatório da rinossinusite crónica, levando a uma diminuição do clearance mucociliar e a alterações da imunidade distintas, com aumento geral da ativação de vias inflamatórias mas também com uma inibição da imunidade inata. O papel da evicção tabágica no tratamento desta patologia ainda não está completamente comprovado devido a uma escassez de estudos com conclusões contraditórias. |
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