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A Preponderância dos Factores Exógenos na Rejeição do Plano Português de Descolonização para Timor-Leste,1974-1975

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pouco tempo após as autoridades portuguesas terem aprovado o projecto dedescolonização para Timor-Leste, a Indonésia intensificou a sua campanha dedesinformação e destabilização da colónia portuguesa. Este comportamento porparte do regime de Suharto contou com a conivência e apoio do governo australiano e contribuiu decisivamente para por termo ao processo de descolonização doterritório, que culminou com a sua invasão em 7 de Dezembro de 1975. Apesar deas autoridades portuguesas, quer em Lisboa, quer em Timor, se terem esforçado nosentido de obter um processo prolongado de descolonização para o território, talnão se veio a observar atendendo a que Portugal foi considerado e tido como umactor secundário na região.Todavia, se recuarmos aos períodos antes da elaboração do plano de descolonizaçãoe do 25 de Abril de 1974, já era notório e constante na política ocidental a aceitaçãodo princípio orientador de que Timor-Leste deveria integrar a Indonésia.
Autores principais:Fernandes, Moisés Silva
Assunto:Descolonização Políticas externas portuguesa, indonésia e australiana Instrumentos de política externa Conjuntura política internacional e regional Campanhas de desinformação e de destabilização
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Pouco tempo após as autoridades portuguesas terem aprovado o projecto dedescolonização para Timor-Leste, a Indonésia intensificou a sua campanha dedesinformação e destabilização da colónia portuguesa. Este comportamento porparte do regime de Suharto contou com a conivência e apoio do governo australiano e contribuiu decisivamente para por termo ao processo de descolonização doterritório, que culminou com a sua invasão em 7 de Dezembro de 1975. Apesar deas autoridades portuguesas, quer em Lisboa, quer em Timor, se terem esforçado nosentido de obter um processo prolongado de descolonização para o território, talnão se veio a observar atendendo a que Portugal foi considerado e tido como umactor secundário na região.Todavia, se recuarmos aos períodos antes da elaboração do plano de descolonizaçãoe do 25 de Abril de 1974, já era notório e constante na política ocidental a aceitaçãodo princípio orientador de que Timor-Leste deveria integrar a Indonésia.