Publicação
Desenvolvimento económico, cultura e complexidade
| Resumo: | Se o "desenvolvimento" é um fenómeno de ordem económica social e cultural em todas as suas vertentes, o "económico" ocupa, no entanto, um papel fundamental no tratamento deste conceito, quer ao nível interno dos países quer no plano internacional. Mas as escolas do pensamento divergem na sua abordagem e tentativa de solução. A dificuldade em encontrar respostas é particularmente evidente se confrontamos o "económico" com o conceito mais abrangente de "cultura". Esse confronto é agravado na medida em que se insere num contexto de "complexidade", a qual dificulta a obtenção de critérios de demarcação que distingam de maneira satisfatória entre o que é "científico" e o que é "não científico". Este artigo defende que, em economia, a tendência neoclássica, baseada no pressuposto do "individualismo metodológico" e na cren¬ça quase exclusiva nos mecanismos de mercado, não apresenta res¬postas satisfatórias no tratamento da problemática do desenvolvi¬mento e, menos ainda, na sua correlação com cultura. Em contrapartida, a tendência dita "heterodoxa", tomada no sentido interdisciplinar, e apesar das dificuldades que encontra ao nível epistemológico, parece adequar-se melhor à diversidade das situa¬ções. O exemplo africano aqui evocado é o terreno desse confronto entre concepções de cientificidade, as quais traduzem também, directa ou indirectamente, escolhas políticas. |
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| Autores principais: | Torres, Adelino |
| Assunto: | Neoclássico heterodoxia complexidade individualismo metodológico desenvolvimento cultura África intelectuais africanos integração regional União Africana Panafricanismo incerteza Neo-classical heterodoxy complexity methodological individualism development culture Africa the intellectuals of Africa regional integration Africa Union Panafricanism incertitude |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Se o "desenvolvimento" é um fenómeno de ordem económica social e cultural em todas as suas vertentes, o "económico" ocupa, no entanto, um papel fundamental no tratamento deste conceito, quer ao nível interno dos países quer no plano internacional. Mas as escolas do pensamento divergem na sua abordagem e tentativa de solução. A dificuldade em encontrar respostas é particularmente evidente se confrontamos o "económico" com o conceito mais abrangente de "cultura". Esse confronto é agravado na medida em que se insere num contexto de "complexidade", a qual dificulta a obtenção de critérios de demarcação que distingam de maneira satisfatória entre o que é "científico" e o que é "não científico". Este artigo defende que, em economia, a tendência neoclássica, baseada no pressuposto do "individualismo metodológico" e na cren¬ça quase exclusiva nos mecanismos de mercado, não apresenta res¬postas satisfatórias no tratamento da problemática do desenvolvi¬mento e, menos ainda, na sua correlação com cultura. Em contrapartida, a tendência dita "heterodoxa", tomada no sentido interdisciplinar, e apesar das dificuldades que encontra ao nível epistemológico, parece adequar-se melhor à diversidade das situa¬ções. O exemplo africano aqui evocado é o terreno desse confronto entre concepções de cientificidade, as quais traduzem também, directa ou indirectamente, escolhas políticas. |
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