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Casas para um planeta pequeno

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Resumo:O presente estudo parte da questão das áreas urbanas “informais” (AUI) para apresentar propostas de intervenção, no caso particular, o Bairro da Jamaica, Seixal. À semelhança de outros, é um lugar que se converteu em lar de muitos refugiados e imigrantes ilegais e onde se repetem histórias de pobreza, de espaços apertados, densamente povoados, onde se evita entrar depois de escurecer, onde a lei é, muitas vezes, imposta pelos seus habitantes. Lugar onde, numa rua, nasceu uma área urbana informal, fortemente defendida pelos seus habitantes, porque, aparentemente, resolve as suas carências de habitabilidade, responde às necessidades, recupera o aconchego de habitar, coabita, num espaço público, numa mescla de idades, crenças e diferentes níveis socioeconómicos. Neste sentido importa considerar nestes contextos territoriais “desfavoráveis”, com grande concentração de edificado e reforçados pela migração seletiva, a configuração da pobreza, de como se cicatriza e marca indivíduos que indiciam maior vulnerabilidade à segregação, à pobreza. Estudos sugerem a existência de relações complexas entre pobreza e lugares. Desenhar para fazer nascer um novo espaço habitacional capaz de colmatar a fratura destas zonas de habitação informal, a partir de modelos da Arquitetura (Casas para um Planeta Pequeno e o grupo ELEMENTAL), que trabalham sobre esta problemática e afirmam a urgência em pensar a cidade devido ao fenómeno de crescimento acelerado da população.
Autores principais:Plácido, Eduardo José Gonçalves
Assunto:Habitação Adaptabilidade Arquitetura evolutiva Sustentabilidade Áreas degradadas Revitalização de áreas urbanas Habitação de cariz social Bairro da Jamaica, Seixal
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo parte da questão das áreas urbanas “informais” (AUI) para apresentar propostas de intervenção, no caso particular, o Bairro da Jamaica, Seixal. À semelhança de outros, é um lugar que se converteu em lar de muitos refugiados e imigrantes ilegais e onde se repetem histórias de pobreza, de espaços apertados, densamente povoados, onde se evita entrar depois de escurecer, onde a lei é, muitas vezes, imposta pelos seus habitantes. Lugar onde, numa rua, nasceu uma área urbana informal, fortemente defendida pelos seus habitantes, porque, aparentemente, resolve as suas carências de habitabilidade, responde às necessidades, recupera o aconchego de habitar, coabita, num espaço público, numa mescla de idades, crenças e diferentes níveis socioeconómicos. Neste sentido importa considerar nestes contextos territoriais “desfavoráveis”, com grande concentração de edificado e reforçados pela migração seletiva, a configuração da pobreza, de como se cicatriza e marca indivíduos que indiciam maior vulnerabilidade à segregação, à pobreza. Estudos sugerem a existência de relações complexas entre pobreza e lugares. Desenhar para fazer nascer um novo espaço habitacional capaz de colmatar a fratura destas zonas de habitação informal, a partir de modelos da Arquitetura (Casas para um Planeta Pequeno e o grupo ELEMENTAL), que trabalham sobre esta problemática e afirmam a urgência em pensar a cidade devido ao fenómeno de crescimento acelerado da população.