Publicação

Avaliação do enriquecimento ambiental da instalação de um jaguar no Jardim Zoológico de Lisboa

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O Enriquecimento Ambiental é uma prática relativamente recente que surgiu no âmbito da conservação, com o objetivo de suscitar comportamentos naturais nos animais sob cuidados humanos, visando o seu bem-estar e preparação para serem devolvidos à natureza, caso estes apresentem fortes possibilidades de adaptação à vida selvagem. Consiste na modificação do ambiente que rodeia o animal, nomeadamente a instalação onde residem, e das suas práticas de maneio, usando as 5 categorias de enriquecimento ambiental: social, cognitivo, sensorial, alimentar e físico. Tem sido aplicada extensivamente nos Jardins Zoológicos pelo mundo, incluindo o Jardim Zoológico de Lisboa, local onde o estágio e estudo foram realizados. O espécime do estudo foi um Jaguar fêmea (Panthera onca) que tinha sido recebida no Jardim Zoológico recentemente, proveniente do Jardim Zoológico de Darthmouth, uma troca realizada conforme as normas e indicações da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA). O estudo incidiu na avaliação do enriquecimento ambiental aplicado inicialmente na instalação que lhe foi alocada. A recolha de dados para a avaliação foi realizada com recurso a uma máquina fotográfica, caderno para anotações e a um smartphone com a aplicação Animal Behaviour Pro, disponível para a plataforma iOS, que permitiu registos comportamentais mais rápidos e precisos. Estes dados são automaticamente convertidos em tabelas de cálculo no computador, prontos para serem tratados estatisticamente com recurso a testes não-paramétricos. O programa utilizado para analisar os dados foi o RStudio. Com os dados recolhidos, foi possível concluir que o espécime está bem-adaptado à sua instalação e a realizar principalmente comportamentos naturais que seriam observados nos animais em liberdade. O enriquecimento ambiental aplicado era variado, desde a construção de estruturas de madeira, vegetação natural, introdução de especiarias como a canela, pinhas penduradas em ramos para estimular a audição, caixas de cartão e sacas de serapilheira manchadas de sangue e comida escondida na instalação. Estes estão portanto a cumprir os seus objetivos de estimular a realização de comportamentos naturais na Jaguar, contribuindo positivamente para o seu desenvolvimento e bem-estar.
Autores principais:Santos, Márcia Isabel Monteiro
Assunto:Enriquecimento Jaguares Jardim Zoológico Conservação Bem-estar Enrichment Jaguar Zoo Conservation Wellbeing
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Enriquecimento Ambiental é uma prática relativamente recente que surgiu no âmbito da conservação, com o objetivo de suscitar comportamentos naturais nos animais sob cuidados humanos, visando o seu bem-estar e preparação para serem devolvidos à natureza, caso estes apresentem fortes possibilidades de adaptação à vida selvagem. Consiste na modificação do ambiente que rodeia o animal, nomeadamente a instalação onde residem, e das suas práticas de maneio, usando as 5 categorias de enriquecimento ambiental: social, cognitivo, sensorial, alimentar e físico. Tem sido aplicada extensivamente nos Jardins Zoológicos pelo mundo, incluindo o Jardim Zoológico de Lisboa, local onde o estágio e estudo foram realizados. O espécime do estudo foi um Jaguar fêmea (Panthera onca) que tinha sido recebida no Jardim Zoológico recentemente, proveniente do Jardim Zoológico de Darthmouth, uma troca realizada conforme as normas e indicações da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA). O estudo incidiu na avaliação do enriquecimento ambiental aplicado inicialmente na instalação que lhe foi alocada. A recolha de dados para a avaliação foi realizada com recurso a uma máquina fotográfica, caderno para anotações e a um smartphone com a aplicação Animal Behaviour Pro, disponível para a plataforma iOS, que permitiu registos comportamentais mais rápidos e precisos. Estes dados são automaticamente convertidos em tabelas de cálculo no computador, prontos para serem tratados estatisticamente com recurso a testes não-paramétricos. O programa utilizado para analisar os dados foi o RStudio. Com os dados recolhidos, foi possível concluir que o espécime está bem-adaptado à sua instalação e a realizar principalmente comportamentos naturais que seriam observados nos animais em liberdade. O enriquecimento ambiental aplicado era variado, desde a construção de estruturas de madeira, vegetação natural, introdução de especiarias como a canela, pinhas penduradas em ramos para estimular a audição, caixas de cartão e sacas de serapilheira manchadas de sangue e comida escondida na instalação. Estes estão portanto a cumprir os seus objetivos de estimular a realização de comportamentos naturais na Jaguar, contribuindo positivamente para o seu desenvolvimento e bem-estar.