Publicação
Contributo para o ensaio de viabilidade do protótipo de uma aplicação móvel para promover o autocuidado de pessoas mais velhas com diabetes tipo 2
| Resumo: | Introdução: A diabetes apresenta uma prevalência mundial de cerca de 500 milhões de pessoas. Em Portugal, a diabetes tipo 2 afeta cerca de 11% da população. As aplicações móveis têm demonstrado impacto no controlo glicémico e são promissoras no apoio à autogestão das doenças crónicas. O projeto de investigação científica e desenvolvimento tecnológico VASelfCare procura desenvolver e testar um protótipo de aplicação móvel com um assistente virtual para facilitar o autocuidado de pessoas idosas com diabetes tipo 2. Objetivos: Contribuir para o desenvolvimento do ensaio de viabilidade do projeto VASelfCare. Métodos: Primeiro, foram realizados testes funcionais alfa à aplicação móvel VASelfCare. Os testes incluíram a criação de utilizadores fictícios, variando os dados clínicos e perfil comportamental. Definiu-se como situação anómala a não conformidade da aplicação com os requisitos core e desejáveis. Foi realizada análise descritiva das situações anómalas. Segundo, foi conduzida uma revisão da literatura para identificar uma medida para avaliação de rapport ou aliança terapêutica. Foram extraídos e analisados artigos de um repositório de literatura do projeto VASelfCare e do PubMed. Os critérios de elegibilidade usados foram: estudos com agentes virtuais e explicitação do instrumento usado. Resultados: Relativamente aos testes funcionais, foram identificadas 173 situações anómalas: 157 nos requisitos core e 16 nos requisitos desejáveis. A maioria das situações anómalas referem-se aos diálogos que aparecem no ecrã e a correspondência às falas da assistente. Foram incluídos 21 estudos na revisão da literatura; na maioria dos estudos, o rapport ou aliança terapêutica entre o utilizador e o agente relacional são avaliados através de questionários. A maioria dos estudos utilizou o Working Alliance Inventory, variando a versão aplicada. Conclusão: A realização dos testes funcionais contribuiu para a otimização da aplicação VASelfCare, que se espera apoiar a autogestão de pessoas com diabetes. Concluiu-se com a revisão da literatura que as medidas utilizadas para avaliar os constructos não são validadas no contexto de intervenções digitais com agentes virtuais, recomendando-se o desenvolvimento de investigação nesta área. |
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| Autores principais: | Nascimento, Vanessa Silva |
| Assunto: | Diabetes mellitus tipo 2 Assistente virtual Testes funcionais Rapport Aliança terapêutica Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A diabetes apresenta uma prevalência mundial de cerca de 500 milhões de pessoas. Em Portugal, a diabetes tipo 2 afeta cerca de 11% da população. As aplicações móveis têm demonstrado impacto no controlo glicémico e são promissoras no apoio à autogestão das doenças crónicas. O projeto de investigação científica e desenvolvimento tecnológico VASelfCare procura desenvolver e testar um protótipo de aplicação móvel com um assistente virtual para facilitar o autocuidado de pessoas idosas com diabetes tipo 2. Objetivos: Contribuir para o desenvolvimento do ensaio de viabilidade do projeto VASelfCare. Métodos: Primeiro, foram realizados testes funcionais alfa à aplicação móvel VASelfCare. Os testes incluíram a criação de utilizadores fictícios, variando os dados clínicos e perfil comportamental. Definiu-se como situação anómala a não conformidade da aplicação com os requisitos core e desejáveis. Foi realizada análise descritiva das situações anómalas. Segundo, foi conduzida uma revisão da literatura para identificar uma medida para avaliação de rapport ou aliança terapêutica. Foram extraídos e analisados artigos de um repositório de literatura do projeto VASelfCare e do PubMed. Os critérios de elegibilidade usados foram: estudos com agentes virtuais e explicitação do instrumento usado. Resultados: Relativamente aos testes funcionais, foram identificadas 173 situações anómalas: 157 nos requisitos core e 16 nos requisitos desejáveis. A maioria das situações anómalas referem-se aos diálogos que aparecem no ecrã e a correspondência às falas da assistente. Foram incluídos 21 estudos na revisão da literatura; na maioria dos estudos, o rapport ou aliança terapêutica entre o utilizador e o agente relacional são avaliados através de questionários. A maioria dos estudos utilizou o Working Alliance Inventory, variando a versão aplicada. Conclusão: A realização dos testes funcionais contribuiu para a otimização da aplicação VASelfCare, que se espera apoiar a autogestão de pessoas com diabetes. Concluiu-se com a revisão da literatura que as medidas utilizadas para avaliar os constructos não são validadas no contexto de intervenções digitais com agentes virtuais, recomendando-se o desenvolvimento de investigação nesta área. |
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