Publicação
Terapia farmacológica da obesidade
| Resumo: | A obesidade é uma doença crónica resultante da desregulação do balanço energético. Apresenta uma taxa de incidência e mortalidade elevadas, esta última, devido principalmente às comorbilidades associadas. Os baixos níveis socioeconómicos promovem o aparecimento da doença e o estigma social associado dificulta o tratamento. A doença caracteriza-se por ter uma fisiopatologia complexa e multifatorial que envolve a desregulação homeostática ao nível de três componentes principais: social e cognitivo, endócrinos e processos neuronais centrais. Para além disso, a obesidade está associada à disfunção mitocondrial e resistência à insulina, ao stress oxidativo e à inflamação. Nos últimos anos, com o impacto da pandemia global do SARS-CoV-19, surgiram evidências de que a obesidade é também um fator de risco para complicações graves do COVID-19. Sendo a obesidade considerada um problema de saúde pública, para a sua resolução, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs uma abordagem integrada, baseada na prevenção e tratamento da doença, do qual a terapia farmacológica faz parte integrante. Apesar da gravidade da situação atual a nível mundial, as estimativas realizadas demostram resultados promissores num futuro a longo prazo devido, ao maior controlo sobre a doença obtido também, com o auxílio da terapia farmacológica. O trabalho desenvolvido nesta monografia tem por finalidade abordar os seis fármacos aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA): orlistato, somatropina, naltrexona / bupropiom, liraglutido, semaglutido e setmelanotido. Mais especificamente, foi realizado um estudo relativo à relação estrutura-atividade, propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas, aos efeitos adversos e às contraindicações. Além disso, foi investigada a terapia farmacológica emergente, especificamente a que de momento se encontra nos ensaios clínicos, com particular destaque ao nível das terapias combinadas e dos fármacos que apresentam múltiplos alvos envolvidos na patogénese de obesidade. |
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| Autores principais: | Masna, Sofiya |
| Assunto: | Obesidade Orlistato Liraglutido Tirzepatido Relação estrutura-atividade Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A obesidade é uma doença crónica resultante da desregulação do balanço energético. Apresenta uma taxa de incidência e mortalidade elevadas, esta última, devido principalmente às comorbilidades associadas. Os baixos níveis socioeconómicos promovem o aparecimento da doença e o estigma social associado dificulta o tratamento. A doença caracteriza-se por ter uma fisiopatologia complexa e multifatorial que envolve a desregulação homeostática ao nível de três componentes principais: social e cognitivo, endócrinos e processos neuronais centrais. Para além disso, a obesidade está associada à disfunção mitocondrial e resistência à insulina, ao stress oxidativo e à inflamação. Nos últimos anos, com o impacto da pandemia global do SARS-CoV-19, surgiram evidências de que a obesidade é também um fator de risco para complicações graves do COVID-19. Sendo a obesidade considerada um problema de saúde pública, para a sua resolução, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs uma abordagem integrada, baseada na prevenção e tratamento da doença, do qual a terapia farmacológica faz parte integrante. Apesar da gravidade da situação atual a nível mundial, as estimativas realizadas demostram resultados promissores num futuro a longo prazo devido, ao maior controlo sobre a doença obtido também, com o auxílio da terapia farmacológica. O trabalho desenvolvido nesta monografia tem por finalidade abordar os seis fármacos aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA): orlistato, somatropina, naltrexona / bupropiom, liraglutido, semaglutido e setmelanotido. Mais especificamente, foi realizado um estudo relativo à relação estrutura-atividade, propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas, aos efeitos adversos e às contraindicações. Além disso, foi investigada a terapia farmacológica emergente, especificamente a que de momento se encontra nos ensaios clínicos, com particular destaque ao nível das terapias combinadas e dos fármacos que apresentam múltiplos alvos envolvidos na patogénese de obesidade. |
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