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Empoderamento social, autoeficácia, bem-estar e saúde mental de jovens infratores brasileiros institucionalizados

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Resumo:Com fundamentação em Modelos Sóciocognitivos e da Psicologia Positiva, esta pesquisa pretende identificar fatores de agenciamento pessoal e do ambiente socioeducativo e emocional, que possam ter impato na reabilitação. A amostra inclui 195 jovens do sexo masculino, em centros de detenção juvenil do Distrito Federal, que preencheram voluntariamente o Questionário de Dados Pessoais e Comportamentos Aditivos, e as Escalas: Objetivos e Sentimentos de Futuro, Percepção do Ambiente, Multidimensional de Autoeficácia Percebida, Desenvolvimento e Bem-Estar, Controle Sociopolítico para Juventude e Ansiedade e Depressão de Beck. Ainda participaram 52 profissionais dos Centros de Internação, que responderam à Escala de Percepção dos Servidores. No conjunto dos resultados, destacam-se os indicadores de que as emoções, os relacionamentos positivos dos contextos socioeducativos e familiares têm impacto no bem-estar, controle sócio-político e autoeficácia dos jovens. Ainda se salienta a associação entre níveis de bem-estar e envolvimento sociopolítico dos jovens e a motivação intrínseca dos profissionais. Por outro lado, e em congruência às características da população, as associações entre consumo de álcool e ansiedade, entre consumo de drogas e controle sociopolítico e entre autoeficácia e autoavaliação do desempenho académico (negativa) alertam para fatores risco, que podem incentivar a perpetuação do crime. No mesmo sentido, as médias dos jovens em ansiedade e depressão são superiores às da população normativa do Brasil, sendo inferiores em bem-estar e autorregulação, comparativamente às dos jovens em liberdade. Na discussão, é focada uma tendência sistemática dos resultados, que indica que o ambiente relacional positivo, os espaços sociais de tempos livres e o sentimento positivo de futuro assumem um papel crucial na confiança e bem-estar dos jovens. Estes fatores são críticos no sucesso da reabilitação e inserção social. Nas conclusões, salienta-se que a natureza da intervenção socioeducativa deve incluir componentes de bem-estar, saúde mental e inserção social e profissional, e envolver educadores, adolescentes e comunidade, sem esquecer a população em geral, tal como preconizado pelas teorias ecológicas e de empoderamento social.
Autores principais:Costa Da Silva, Manuella
Assunto:Empoderamento Autoeficácia Bem-estar Saúde mental Consumos Aditivos Reabilitação
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com fundamentação em Modelos Sóciocognitivos e da Psicologia Positiva, esta pesquisa pretende identificar fatores de agenciamento pessoal e do ambiente socioeducativo e emocional, que possam ter impato na reabilitação. A amostra inclui 195 jovens do sexo masculino, em centros de detenção juvenil do Distrito Federal, que preencheram voluntariamente o Questionário de Dados Pessoais e Comportamentos Aditivos, e as Escalas: Objetivos e Sentimentos de Futuro, Percepção do Ambiente, Multidimensional de Autoeficácia Percebida, Desenvolvimento e Bem-Estar, Controle Sociopolítico para Juventude e Ansiedade e Depressão de Beck. Ainda participaram 52 profissionais dos Centros de Internação, que responderam à Escala de Percepção dos Servidores. No conjunto dos resultados, destacam-se os indicadores de que as emoções, os relacionamentos positivos dos contextos socioeducativos e familiares têm impacto no bem-estar, controle sócio-político e autoeficácia dos jovens. Ainda se salienta a associação entre níveis de bem-estar e envolvimento sociopolítico dos jovens e a motivação intrínseca dos profissionais. Por outro lado, e em congruência às características da população, as associações entre consumo de álcool e ansiedade, entre consumo de drogas e controle sociopolítico e entre autoeficácia e autoavaliação do desempenho académico (negativa) alertam para fatores risco, que podem incentivar a perpetuação do crime. No mesmo sentido, as médias dos jovens em ansiedade e depressão são superiores às da população normativa do Brasil, sendo inferiores em bem-estar e autorregulação, comparativamente às dos jovens em liberdade. Na discussão, é focada uma tendência sistemática dos resultados, que indica que o ambiente relacional positivo, os espaços sociais de tempos livres e o sentimento positivo de futuro assumem um papel crucial na confiança e bem-estar dos jovens. Estes fatores são críticos no sucesso da reabilitação e inserção social. Nas conclusões, salienta-se que a natureza da intervenção socioeducativa deve incluir componentes de bem-estar, saúde mental e inserção social e profissional, e envolver educadores, adolescentes e comunidade, sem esquecer a população em geral, tal como preconizado pelas teorias ecológicas e de empoderamento social.