Publicação
Isto é mesmo uma questão de vida ou de morte! : preocupações existenciais no doente oncológico
| Resumo: | As preocupações existenciais, normalmente surgem em situações limite, como no caso de uma doença crónica, progressiva e incurável, ainda que sejam inatas em todos os indivíduos, mesmo naqueles livres de doença. O objectivo deste estudo foi identificar dimensões/preocupações existenciais no doente oncológico paliativo. Verificou-se: a sua existência na totalidade da amostra; que emergem de forma mais intensa na fase avançada da doença; e que são uma das principais fontes de sofrimento dos doentes. São igualmente, das menos compreendidas, monitorizadas e intervencionadas, porque encerram os conflitos identificados no estudo: interrogações sobre o sentido da própria vida e da vida em geral; a consciência da inevitabilidade da morte, o medo desta e o desejo de continuar a viver; a necessidade de posse de uma vida livre, mas que necessariamente implica responsabilidade; e a dicotomia entre a necessidade de proximidade/pertença e de isolamento perante a iminente separação do mundo e das pessoas significativas. Verificou-se igualmente que o bem-estar existencial tem efeito protector contra o desespero em fim de vida e que os conflitos identificados decorrentes das preocupações existenciais necessitam de um profundo trabalho de elaboração. A inexistência ou o fracasso dessa elaboração tem como consequências directas, comportamentos desajustados ou disfuncionais e uma vida desprovida de sentido. Assim, a intervenção paliativa deve ter por base a antecipação dos problemas existenciais, sabendo que a condição de vida dos doentes paliativos cria espaço para um profundo trabalho de elaboração existencial. Esta elaboração, como se verificou, pode ocorrer em todas as pessoas, com maior ou menor profundidade, desde que a relação com o doente se traduza de forma adequada. |
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| Autores principais: | Simões, Paulo Jorge Lapão |
| Assunto: | Cancro Preocupações existenciais Morte Sentido da vida Elaboração existencial Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As preocupações existenciais, normalmente surgem em situações limite, como no caso de uma doença crónica, progressiva e incurável, ainda que sejam inatas em todos os indivíduos, mesmo naqueles livres de doença. O objectivo deste estudo foi identificar dimensões/preocupações existenciais no doente oncológico paliativo. Verificou-se: a sua existência na totalidade da amostra; que emergem de forma mais intensa na fase avançada da doença; e que são uma das principais fontes de sofrimento dos doentes. São igualmente, das menos compreendidas, monitorizadas e intervencionadas, porque encerram os conflitos identificados no estudo: interrogações sobre o sentido da própria vida e da vida em geral; a consciência da inevitabilidade da morte, o medo desta e o desejo de continuar a viver; a necessidade de posse de uma vida livre, mas que necessariamente implica responsabilidade; e a dicotomia entre a necessidade de proximidade/pertença e de isolamento perante a iminente separação do mundo e das pessoas significativas. Verificou-se igualmente que o bem-estar existencial tem efeito protector contra o desespero em fim de vida e que os conflitos identificados decorrentes das preocupações existenciais necessitam de um profundo trabalho de elaboração. A inexistência ou o fracasso dessa elaboração tem como consequências directas, comportamentos desajustados ou disfuncionais e uma vida desprovida de sentido. Assim, a intervenção paliativa deve ter por base a antecipação dos problemas existenciais, sabendo que a condição de vida dos doentes paliativos cria espaço para um profundo trabalho de elaboração existencial. Esta elaboração, como se verificou, pode ocorrer em todas as pessoas, com maior ou menor profundidade, desde que a relação com o doente se traduza de forma adequada. |
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