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Tempos de mudança, tempos de perda: o património conventual português no século XIX. Testemunhos de vandalismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A conjuntura política, social e financeira de Portugal durante o século XIX levou a que, de diversas formas, o património conventual fosse alvo de atos que contribuíram para a sua ruína. A falta de rendimentos, as invasões francesas, a guerra civil, a Reforma Geral Eclesiástica, a extinção das ordens religiosas (1834) e a desamortização dos seus bens, o encerramento dos conventos femininos, a complexa gestão estatal, constituíram, entre outras, condições favoráveis ao desenvolvimento de atitudes que se enquadram no âmbito daquilo que, habitualmente, designamos de vandalismo. Monumentos tão importantes como os mosteiros de Alcobaça ou Santa Maria de Belém não escapariam à indiferença, incúria, destruição, descontextualização. Os registos deixados por alguns intelectuais oitocentistas, e por fontes documentais como as apresentadas, algumas inéditas, mostram-se imprescindíveis para a compreensão das várias vertentes do vandalismo nos conventos e seus espólios, núcleos importantes do património arquitetónico e artístico nacional.
Autores principais:Rodrigues, Rute Massano
Assunto:Séc. XIX Vandalismo Conventos Património artístico
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A conjuntura política, social e financeira de Portugal durante o século XIX levou a que, de diversas formas, o património conventual fosse alvo de atos que contribuíram para a sua ruína. A falta de rendimentos, as invasões francesas, a guerra civil, a Reforma Geral Eclesiástica, a extinção das ordens religiosas (1834) e a desamortização dos seus bens, o encerramento dos conventos femininos, a complexa gestão estatal, constituíram, entre outras, condições favoráveis ao desenvolvimento de atitudes que se enquadram no âmbito daquilo que, habitualmente, designamos de vandalismo. Monumentos tão importantes como os mosteiros de Alcobaça ou Santa Maria de Belém não escapariam à indiferença, incúria, destruição, descontextualização. Os registos deixados por alguns intelectuais oitocentistas, e por fontes documentais como as apresentadas, algumas inéditas, mostram-se imprescindíveis para a compreensão das várias vertentes do vandalismo nos conventos e seus espólios, núcleos importantes do património arquitetónico e artístico nacional.