Publicação
Design de bioimobilizados de Beta-galactosidase para aplicação à produção de leites funcionais
| Resumo: | Problema que afeta cerca de 75% da população mundial em geral, a intolerância à lactose, apresenta-se pela inaptidão do organismo degradar de forma total ou parcial a lactose, principal hidrato de carbono presente no leite e derivados, causando desta forma distúrbios gastrointestinais. Esta incapacidade na digestão do principal açúcar dos produtos lácteos é resultado do défice na enzima intestinal, β-galactosidase comumente conhecida por lactase, responsável pela hidrólise da lactose em galactose e glucose. Com importância biotecnológica para a indústria alimentar, a hidrólise enzimática da lactose permite assim dar resposta a este problema e as caraterísticas alimentares são conservadas ou aumentadas no seu valor nutricional. Com este trabalho pretendeu-se estudar a enzima β-galactosidase comercializada sob a forma livre, Lactozym 2600L® da Sigma-Aldrich® e na forma imobilizada SPRIN Imibond-galactosidase da SPRIN Tecnhologies®, ambas com origem no microrganismo Kluyveromyces lactis. A atividade enzimática e estabilidade operacional destas enzimas foi estudada à temperatura de 45ºC e pH 7 sob o substrato específico, 2-nitrofenil-β-D-galactopiranoside (ONPG), uma vez que o seu mecanismo de hidrólise é similar ao da lactose e nas matrizes alimentares, soro de queijo, leite UHT comercializado no hipermercado e leite de ovelha que não sofreu qualquer tratamento térmico. Além do estudo nas formas em que são comercializadas, foram também realizados ensaios com a enzima Lactozym 2600L imobilizada em esferas de alginato de cálcio e ensaios de magnetização utilizando o óxido ferro (II, III) da Sigma-Aldrich com a enzima SPRIN Imibond-galactosidase e as esferas de alginato de cálcio com a enzima livre imobilizada. Foram também realizados ensaios de alta pressão hidrostática com o substrato ONPG, a fim de verificar se as enzimas mantinham a sua atividade quando submetidas a pressões entre 50 e 200 MPa sob as temperaturas de 25, 45 e 65ºC. Pretendia-se também simular condições de pasteurização em matrizes alimentares mas por problemas operacionais não foi possível realizar estes ensaios. De todas as formas enzimáticas empregues nestes ensaios, foi a Lactozym 2600L na sua forma livre e em seguida imobilizada em esferas de alginato de cálcio que apresentou os melhores resultados. No final do trabalho foram ainda realizados ensaios microbiológicos para verificar a ação antimicrobiana do alginato cálcio no leite de ovelha não tratado, através da pesquisa de microrganismos totais a 30ºC e enterobactérias, baseados na ISO 4833-2 e 21528-2. |
|---|---|
| Autores principais: | Costa, Cláudia Daniela Cabral da |
| Assunto: | β-galactosidase enzima imoblizada em algintao hidrólise lactose leite magnitização Alta Pressão Hidrostática alginato cálcio Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Problema que afeta cerca de 75% da população mundial em geral, a intolerância à lactose, apresenta-se pela inaptidão do organismo degradar de forma total ou parcial a lactose, principal hidrato de carbono presente no leite e derivados, causando desta forma distúrbios gastrointestinais. Esta incapacidade na digestão do principal açúcar dos produtos lácteos é resultado do défice na enzima intestinal, β-galactosidase comumente conhecida por lactase, responsável pela hidrólise da lactose em galactose e glucose. Com importância biotecnológica para a indústria alimentar, a hidrólise enzimática da lactose permite assim dar resposta a este problema e as caraterísticas alimentares são conservadas ou aumentadas no seu valor nutricional. Com este trabalho pretendeu-se estudar a enzima β-galactosidase comercializada sob a forma livre, Lactozym 2600L® da Sigma-Aldrich® e na forma imobilizada SPRIN Imibond-galactosidase da SPRIN Tecnhologies®, ambas com origem no microrganismo Kluyveromyces lactis. A atividade enzimática e estabilidade operacional destas enzimas foi estudada à temperatura de 45ºC e pH 7 sob o substrato específico, 2-nitrofenil-β-D-galactopiranoside (ONPG), uma vez que o seu mecanismo de hidrólise é similar ao da lactose e nas matrizes alimentares, soro de queijo, leite UHT comercializado no hipermercado e leite de ovelha que não sofreu qualquer tratamento térmico. Além do estudo nas formas em que são comercializadas, foram também realizados ensaios com a enzima Lactozym 2600L imobilizada em esferas de alginato de cálcio e ensaios de magnetização utilizando o óxido ferro (II, III) da Sigma-Aldrich com a enzima SPRIN Imibond-galactosidase e as esferas de alginato de cálcio com a enzima livre imobilizada. Foram também realizados ensaios de alta pressão hidrostática com o substrato ONPG, a fim de verificar se as enzimas mantinham a sua atividade quando submetidas a pressões entre 50 e 200 MPa sob as temperaturas de 25, 45 e 65ºC. Pretendia-se também simular condições de pasteurização em matrizes alimentares mas por problemas operacionais não foi possível realizar estes ensaios. De todas as formas enzimáticas empregues nestes ensaios, foi a Lactozym 2600L na sua forma livre e em seguida imobilizada em esferas de alginato de cálcio que apresentou os melhores resultados. No final do trabalho foram ainda realizados ensaios microbiológicos para verificar a ação antimicrobiana do alginato cálcio no leite de ovelha não tratado, através da pesquisa de microrganismos totais a 30ºC e enterobactérias, baseados na ISO 4833-2 e 21528-2. |
|---|