Publicação

Caracterização da prevalência de síndroma depressiva na população oncológica da consulta de dor crónica do Hospital do Espírito Santo - Évora, EPE

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A dor crónica é um fenómeno subjetivo e multidimensional cuja complexidade engloba várias dimensões: física, psicológica, social e espiritual. Assim, a componente emocional, muitas vezes não avaliada, é uma das bases para a abordagem desta patologia, pelo que a aplicação de escalas de rastreio para ansiedade e depressão deve ser utilizada por rotina. Dadas as particularidades da Dor Crónica esta deve ser abordada por uma equipa multidisciplinar. A Dor Crónica oncológica adquire pormenores relacionados com a doença de base. O registo clínico pode ser efetuado em papel ou em suporte informático, tendo cada um as suas vantagens e desvantagens. No entanto, na era da globalização, a tendência é para a existência de um processo eletrónico que reúna todas as informações relativas ao doente, agrupando as informações dos diversos estabelecimentos de saúde. Não devemos esquecer que, durante o processo de transição, a capacidade de adaptação dos profissionais de saúde não deve ser esquecida. O objetivo deste trabalho foi aferir a prevalência de Síndroma Depressiva nos doentes oncológicos seguidos na consulta de Dor Crónica do Hospital do Espírito Santo, Évora. Para tal aplicou-se a escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HADS) a 103 doentes para rastreio destas patologias e, de seguida, procedeu-se à consulta do processo clínico para verificar a prevalência de Síndroma Depressiva. Após análise dos resultados verificámos uma prevalência de depressão superior à descrita na literatura. A maioria dos doentes com Ansiedade tem o diagnóstico de Síndroma Depressiva no processo clínico. Considerando os doentes com Síndroma Depressiva, encontrou-se um subdiagnóstico clínico desta patologia, isto apesar de a maioria ser seguido em consulta de psicologia. Analisando os doentes com conjugação de ansiedade e depressão verificou-se que esta associação leva uma maior prevalência de diagnóstico clínico de depressão, a presença isolada de síndroma depressiva constitui um fator para a omissão deste registo em processo clínico. A maioria dos doentes seguidos pela psicologia não apresentava patologia do foro mental. Atestamos a importância do uso sistemático de escalas rastreio nas Síndromes ansiedade e depressão e a sensibilização dos profissionais de saúde para o seu uso, numa abordagem multidisciplinar no tratamento da dor crónica.
Autores principais:Santos, Andreia Sofia Martins Pires Capelão dos, 1981-
Assunto:Ansiedade Síndroma depressiva Dor crónica HADS Oncologia Registo clínico Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dor crónica é um fenómeno subjetivo e multidimensional cuja complexidade engloba várias dimensões: física, psicológica, social e espiritual. Assim, a componente emocional, muitas vezes não avaliada, é uma das bases para a abordagem desta patologia, pelo que a aplicação de escalas de rastreio para ansiedade e depressão deve ser utilizada por rotina. Dadas as particularidades da Dor Crónica esta deve ser abordada por uma equipa multidisciplinar. A Dor Crónica oncológica adquire pormenores relacionados com a doença de base. O registo clínico pode ser efetuado em papel ou em suporte informático, tendo cada um as suas vantagens e desvantagens. No entanto, na era da globalização, a tendência é para a existência de um processo eletrónico que reúna todas as informações relativas ao doente, agrupando as informações dos diversos estabelecimentos de saúde. Não devemos esquecer que, durante o processo de transição, a capacidade de adaptação dos profissionais de saúde não deve ser esquecida. O objetivo deste trabalho foi aferir a prevalência de Síndroma Depressiva nos doentes oncológicos seguidos na consulta de Dor Crónica do Hospital do Espírito Santo, Évora. Para tal aplicou-se a escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HADS) a 103 doentes para rastreio destas patologias e, de seguida, procedeu-se à consulta do processo clínico para verificar a prevalência de Síndroma Depressiva. Após análise dos resultados verificámos uma prevalência de depressão superior à descrita na literatura. A maioria dos doentes com Ansiedade tem o diagnóstico de Síndroma Depressiva no processo clínico. Considerando os doentes com Síndroma Depressiva, encontrou-se um subdiagnóstico clínico desta patologia, isto apesar de a maioria ser seguido em consulta de psicologia. Analisando os doentes com conjugação de ansiedade e depressão verificou-se que esta associação leva uma maior prevalência de diagnóstico clínico de depressão, a presença isolada de síndroma depressiva constitui um fator para a omissão deste registo em processo clínico. A maioria dos doentes seguidos pela psicologia não apresentava patologia do foro mental. Atestamos a importância do uso sistemático de escalas rastreio nas Síndromes ansiedade e depressão e a sensibilização dos profissionais de saúde para o seu uso, numa abordagem multidisciplinar no tratamento da dor crónica.