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Controlo da qualidade de produtos de saúde à base de plantas usados em regismes de emagrecimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente devido ao aumento das taxas de obesidade observadas em todo o mundo e, consequentemente em Portugal e do impacto clínico e social sentido por cada indivíduo por deter um índice de massa corporal elevado, não é de estranhar o incremento do uso de produtos de saúde à base de plantas, quer como medicamentos tradicionais à base de plantas quer como suplementos alimentares, em regimes dietéticos conducentes à perda de peso. Alguns destes produtos de saúde são misturas complexas constituídas por diferentes fármacos vegetais dotados, entre outras, de atividade diurética e/ou laxativa, e sendo sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e sene de Alexandria fruto, dos fármacos laxativos mais comumente utilizados. Os problemas de qualidade e segurança da utilização deste tipo de produtos de saúde à base de plantas são uma realidade a que não é alheio o facto da maioria destes continuar a ser comercializada em Portugal sem autorização de introdução no mercado por parte do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I. P.. Entre os problemas descritos citase a título de exemplo, a introdução ilícita de fármacos de síntese, usados como ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos, antidepressivos, diuréticos ou como estimulantes inespecíficos do Sistema Nervoso Central. Com a realização do presente estudo, pretendeu-se avaliar a qualidade dos oito produtos de saúde à base de sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e/ou sene de Alexandria fruto, mais comumente comercializados na região de Lisboa. Para o efeito, foram usadas as monografias constante na Farmacopeia Portuguesa 9, relativas a estes fármacos, e que incluem ensaios de identificação botânica e química, ensaios de pureza, doseamento e ensaios farmacotécnicos. Procurou-se também avaliar a qualidade da informação disponibilizada nos rótulos dos produtos, de acordo com legislação atual. Este trabalho apresenta ainda um estudo de pesquisa de fármacos adulterantes por cromatografia em camada fina. Foi ainda desenvolvido e validado um método de Cromatografia Líquida de Alta Pressão para o doseamento do senósido A e do senósido B, adaptado às diferentes amostras em análise. Os resultados dos ensaios de Identificação botânica e química mostraram a existência de sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e/ou sene de Alexandria fruto em todas as amostras (100%), apresentando no entanto 75% destas amostras erros de rotulagem. Verificou-se ainda que 25% das amostras continham matéria estranha, tendo 12,5% das amostras um valor de cinzas totais e 25% das amostras apresentaram um valor de cinzas insolúveis (em ácido clorídrico) superior ao valor limite. A totalidade das amostras mostrou concentrações totais de derivados di-hidroxiantracénicos expressos em senósido B, abaixo do teor mínimo permitido (entre 0,23% e 2,32%). Os resultados farmacotécnicos mostraram não estar, 2 amostras, em concordância com o ensaio de uniformidade de massa. 27,7% dos produtos analisados estavam adulterados com fenolftaleína e diazepam. Em conclusão, a totalidade dos produtos analisados mostrou não estar em conformidade com as especificações de qualidade exigíveis para estes, enquanto produtos de saúde à base de plantas.
Autores principais:Martins, Susana Cristina da Costa
Assunto:Emagrecimento Sene Controlo de qualidade Laxativos Medicamentos à base de plantas Suplementos alimentares Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente devido ao aumento das taxas de obesidade observadas em todo o mundo e, consequentemente em Portugal e do impacto clínico e social sentido por cada indivíduo por deter um índice de massa corporal elevado, não é de estranhar o incremento do uso de produtos de saúde à base de plantas, quer como medicamentos tradicionais à base de plantas quer como suplementos alimentares, em regimes dietéticos conducentes à perda de peso. Alguns destes produtos de saúde são misturas complexas constituídas por diferentes fármacos vegetais dotados, entre outras, de atividade diurética e/ou laxativa, e sendo sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e sene de Alexandria fruto, dos fármacos laxativos mais comumente utilizados. Os problemas de qualidade e segurança da utilização deste tipo de produtos de saúde à base de plantas são uma realidade a que não é alheio o facto da maioria destes continuar a ser comercializada em Portugal sem autorização de introdução no mercado por parte do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I. P.. Entre os problemas descritos citase a título de exemplo, a introdução ilícita de fármacos de síntese, usados como ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos, antidepressivos, diuréticos ou como estimulantes inespecíficos do Sistema Nervoso Central. Com a realização do presente estudo, pretendeu-se avaliar a qualidade dos oito produtos de saúde à base de sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e/ou sene de Alexandria fruto, mais comumente comercializados na região de Lisboa. Para o efeito, foram usadas as monografias constante na Farmacopeia Portuguesa 9, relativas a estes fármacos, e que incluem ensaios de identificação botânica e química, ensaios de pureza, doseamento e ensaios farmacotécnicos. Procurou-se também avaliar a qualidade da informação disponibilizada nos rótulos dos produtos, de acordo com legislação atual. Este trabalho apresenta ainda um estudo de pesquisa de fármacos adulterantes por cromatografia em camada fina. Foi ainda desenvolvido e validado um método de Cromatografia Líquida de Alta Pressão para o doseamento do senósido A e do senósido B, adaptado às diferentes amostras em análise. Os resultados dos ensaios de Identificação botânica e química mostraram a existência de sene, folha e/ou sene da Índia, fruto e/ou sene de Alexandria fruto em todas as amostras (100%), apresentando no entanto 75% destas amostras erros de rotulagem. Verificou-se ainda que 25% das amostras continham matéria estranha, tendo 12,5% das amostras um valor de cinzas totais e 25% das amostras apresentaram um valor de cinzas insolúveis (em ácido clorídrico) superior ao valor limite. A totalidade das amostras mostrou concentrações totais de derivados di-hidroxiantracénicos expressos em senósido B, abaixo do teor mínimo permitido (entre 0,23% e 2,32%). Os resultados farmacotécnicos mostraram não estar, 2 amostras, em concordância com o ensaio de uniformidade de massa. 27,7% dos produtos analisados estavam adulterados com fenolftaleína e diazepam. Em conclusão, a totalidade dos produtos analisados mostrou não estar em conformidade com as especificações de qualidade exigíveis para estes, enquanto produtos de saúde à base de plantas.