Publicação

Tipicidade penal e o princípio da insignificância

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação busca compreender e analisar o princípio da insignificância e a consequência de seu reconhecimento como causa excludente da responsabilidade penal. Partindo, portanto, da análise do conceito em si, seus precedentes históricos e sobretudo com os fundamentos constitucionais e político-criminais que o erigem à condição de princípio de direito penal, busca-se, em um segundo momento, investigar o conceito e evolução da tipicidade penal até o momento dogmático em que passa a abrigar a concepção de bem jurídico e, assim, ostentar um caráter material, juízo absolutamente necessário para a afirmação da eventual insignificância de determinada conduta. Analisada essa relação, passa-se a observar como o princípio da insignificância funciona, de fato, como excludente da responsabilidade penal, enfrentando diversos posicionamentos doutrinários que não o relacionam com a tipicidade, além dos demais argumentos que refutam a sua vigência. Por fim, através de uma análise de direito comparado integrantes do sistema europeu e interamericano de proteção de direitos humanos, observou-se que o princípio teve uma grande acolhida nos ordenamentos jurídicos através de mecanismos processuais de oportunidade da ação penal, o que explica, em parte, um maior ou menor desenvolvimento do problema à luz da dogmática penal, sem, contudo, deixar de ser apreciado como princípio de direito penal material.
Autores principais:Plens, Leonardo Mariuzzo
Assunto:Direito penal Responsabilidade penal Tipicidade Bem jurídico Teses de mestrado - 2025 Criminal law Criminal liability Legal definition of crime Protected legal interest
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação busca compreender e analisar o princípio da insignificância e a consequência de seu reconhecimento como causa excludente da responsabilidade penal. Partindo, portanto, da análise do conceito em si, seus precedentes históricos e sobretudo com os fundamentos constitucionais e político-criminais que o erigem à condição de princípio de direito penal, busca-se, em um segundo momento, investigar o conceito e evolução da tipicidade penal até o momento dogmático em que passa a abrigar a concepção de bem jurídico e, assim, ostentar um caráter material, juízo absolutamente necessário para a afirmação da eventual insignificância de determinada conduta. Analisada essa relação, passa-se a observar como o princípio da insignificância funciona, de fato, como excludente da responsabilidade penal, enfrentando diversos posicionamentos doutrinários que não o relacionam com a tipicidade, além dos demais argumentos que refutam a sua vigência. Por fim, através de uma análise de direito comparado integrantes do sistema europeu e interamericano de proteção de direitos humanos, observou-se que o princípio teve uma grande acolhida nos ordenamentos jurídicos através de mecanismos processuais de oportunidade da ação penal, o que explica, em parte, um maior ou menor desenvolvimento do problema à luz da dogmática penal, sem, contudo, deixar de ser apreciado como princípio de direito penal material.