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História natural do melanoma : quem progride e como progridem os doentes?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução e Obje/vos: Não existe nenhum consenso acerca dos !mings de follow-up dos doentes em estadios precoces após o tratamento do melanoma cutâneo primário, nem acerca dos melhores exames a serem efetuados. Assim, atendendo à relevância do tema, o obje@vo deste estudo é perceber se existem padrões de recidiva e em quanto tempo os doentes progridem. Métodos: Este estudo retrospe@vo incluiu doentes com um diagnós@co de Melanoma Cutâneo entre o período de Janeiro de 2014 e Novembro de 2020, sem evidência de metástases, referenciados ao IPOFG. Excluíram-se melanomas da cabeça e pescoço. Foram registadas e analisadas informações demográficas, clínicas, histopatológicas e informações acerca da evolução da doença. Um p-value <0,05 foi considerado esta@s@camente significa@vo. Foi realizada uma revisão de literatura acerca do tema. Resultados: De um total de 226 casos de Melanoma Cutâneo, 70,8% man@veram-se livres de doença e 29,2% recidivaram. Idades mais avançadas (p=0,011), o sub@po histológico nodular (p<0,001), os pT3b e pT4b (p=0,003 e p=0,008, respe@vamente) e casos com um maior número de mitoses (p<0,001), relacionaram-se com um maior número de recidivas. Os casos de recidiva ocorreram em mediana aos 26 meses [IQR 15,00-36,25], sendo que estadios pT mais avançados recidivaram em menor tempo compara@vamente com os outros estadios. Dos casos que recidivaram, 66,7% progrediram com metástases locorregionais, 22,7% com metástases à distância e 10,6% com metástases síncronas locorregionais e à distância. Independentemente do pT, a maioria dos casos progrediu com metástases locorregionais, com a exceção do pT4b que apresentou uma maior percentagem de progressão à distância. A recidiva relacionou-se com um maior número de mortes por melanoma cutâneo (p<0,001). Conclusões: A sobrevivência livre de doença é menor em estadios pT mais avançados. A recidiva é sobretudo locorregional. Quanto mais avançado é o estadio maior a probabilidade de metástases à distância. A definição de um padrão temporal e de localização da recidiva são importantes para a o@mização do follow-up dos doentes, de forma a diminuir o número de mortes por melanoma cutâneo.
Autores principais:Bento, Margarida dos Santos
Assunto:Melanoma cutâneo maligno Recidiva Padrão de recidiva Follow-up
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução e Obje/vos: Não existe nenhum consenso acerca dos !mings de follow-up dos doentes em estadios precoces após o tratamento do melanoma cutâneo primário, nem acerca dos melhores exames a serem efetuados. Assim, atendendo à relevância do tema, o obje@vo deste estudo é perceber se existem padrões de recidiva e em quanto tempo os doentes progridem. Métodos: Este estudo retrospe@vo incluiu doentes com um diagnós@co de Melanoma Cutâneo entre o período de Janeiro de 2014 e Novembro de 2020, sem evidência de metástases, referenciados ao IPOFG. Excluíram-se melanomas da cabeça e pescoço. Foram registadas e analisadas informações demográficas, clínicas, histopatológicas e informações acerca da evolução da doença. Um p-value <0,05 foi considerado esta@s@camente significa@vo. Foi realizada uma revisão de literatura acerca do tema. Resultados: De um total de 226 casos de Melanoma Cutâneo, 70,8% man@veram-se livres de doença e 29,2% recidivaram. Idades mais avançadas (p=0,011), o sub@po histológico nodular (p<0,001), os pT3b e pT4b (p=0,003 e p=0,008, respe@vamente) e casos com um maior número de mitoses (p<0,001), relacionaram-se com um maior número de recidivas. Os casos de recidiva ocorreram em mediana aos 26 meses [IQR 15,00-36,25], sendo que estadios pT mais avançados recidivaram em menor tempo compara@vamente com os outros estadios. Dos casos que recidivaram, 66,7% progrediram com metástases locorregionais, 22,7% com metástases à distância e 10,6% com metástases síncronas locorregionais e à distância. Independentemente do pT, a maioria dos casos progrediu com metástases locorregionais, com a exceção do pT4b que apresentou uma maior percentagem de progressão à distância. A recidiva relacionou-se com um maior número de mortes por melanoma cutâneo (p<0,001). Conclusões: A sobrevivência livre de doença é menor em estadios pT mais avançados. A recidiva é sobretudo locorregional. Quanto mais avançado é o estadio maior a probabilidade de metástases à distância. A definição de um padrão temporal e de localização da recidiva são importantes para a o@mização do follow-up dos doentes, de forma a diminuir o número de mortes por melanoma cutâneo.