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Gago Coutinho (1869-1959), geógrafo e historiador : uma biografia científica
| Summary: | Carlos Viegas Gago Coutinho foi um brilhante oficial da marinha que se distinguiu no campo da geodesia, das comunicações, da navegação e da historiografia. Procedeu a um trabalho exaustivo de delimitação de fronteiras coloniais e de geodesia em Timor, Congo, África Ocidental e Oriental, São Tomé e Príncipe. Atravessou o continente africano por duas vezes a pé (cerca de 5200 Kms2 de Angola a Moçambique). Demarcou mais de 2000 km de fronteira utilizando o pedómetro e a bússola, e realizou trabalhos de triangulação em áreas superiores a 800 km2. As suas constantes observações astronómicas demonstraram a passagem da linha do equador pelo Ilhéu das Rolas, e não entre ele e São Tomé como até então se pensava. Criou com Sacadura Cabral o ―”Plaqué de abatimento” convertendo-se depois em ―”Corrector de Rumos”. Produziu uma revolução na navegação aérea com a adaptação do sextante, com horizonte artificial. De 30 de Março a 17 de Junho de 1922 realizou com Sacadura Cabral a primeira travessia Aérea do Atlântico Sul entre Lisboa e o Rio de Janeiro. Em 1925 foi nomeado Presidente da Comissão de Cartografia, já que era o seu vogal mais antigo e o com maior número de trabalhos apresentados. No início da década de 30 foi convidado pela companhia aérea alemã Dornier para fazer parte da tripulação do enorme hidroavião Do X como co-navegador, numa viagem à América do Sul, onde se empregou o seu sextante. Com 74 anos, empreende uma viagem ao Brasil a bordo do veleiro "Foz do Douro" durante 105 dias, percorrendo 8740 milhas. Na presente investigação pretendemos dar a conhecer a vida de Carlos Viegas Gago Coutinho, nomeadamente aspectos até agora menos conhecidos, recorrendo-nos de documentação existente em arquivos, bibliotecas e colecções particulares em boa parte inédita. |
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| Main Authors: | Pinto, Rui Miguel da Costa, 1962- |
| Subject: | Coutinho, Gago, 1869-1959 Geógrafos - Portugal - séc.19-20 Navegação astronómica Navegação (Aeronaútica) Teses de doutoramento - 2012 |
| Year: | 2011 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | restricted access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Carlos Viegas Gago Coutinho foi um brilhante oficial da marinha que se distinguiu no campo da geodesia, das comunicações, da navegação e da historiografia. Procedeu a um trabalho exaustivo de delimitação de fronteiras coloniais e de geodesia em Timor, Congo, África Ocidental e Oriental, São Tomé e Príncipe. Atravessou o continente africano por duas vezes a pé (cerca de 5200 Kms2 de Angola a Moçambique). Demarcou mais de 2000 km de fronteira utilizando o pedómetro e a bússola, e realizou trabalhos de triangulação em áreas superiores a 800 km2. As suas constantes observações astronómicas demonstraram a passagem da linha do equador pelo Ilhéu das Rolas, e não entre ele e São Tomé como até então se pensava. Criou com Sacadura Cabral o ―”Plaqué de abatimento” convertendo-se depois em ―”Corrector de Rumos”. Produziu uma revolução na navegação aérea com a adaptação do sextante, com horizonte artificial. De 30 de Março a 17 de Junho de 1922 realizou com Sacadura Cabral a primeira travessia Aérea do Atlântico Sul entre Lisboa e o Rio de Janeiro. Em 1925 foi nomeado Presidente da Comissão de Cartografia, já que era o seu vogal mais antigo e o com maior número de trabalhos apresentados. No início da década de 30 foi convidado pela companhia aérea alemã Dornier para fazer parte da tripulação do enorme hidroavião Do X como co-navegador, numa viagem à América do Sul, onde se empregou o seu sextante. Com 74 anos, empreende uma viagem ao Brasil a bordo do veleiro "Foz do Douro" durante 105 dias, percorrendo 8740 milhas. Na presente investigação pretendemos dar a conhecer a vida de Carlos Viegas Gago Coutinho, nomeadamente aspectos até agora menos conhecidos, recorrendo-nos de documentação existente em arquivos, bibliotecas e colecções particulares em boa parte inédita. |
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