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Rehabitar em comunidade

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Resumo:Quando olhamos para Lisboa hoje, reconhecemos a urgente necessidade de intervenção nas diversas áreas da cidade, principalmente nas zonas ao longo do vale, que se encontram desagregadas do resto da estrutura urbana consolidada. O Vale de Alcântara consiste, assim, numa área que devido à sua história e evolução infraestrutural, representa uma das áreas da cidade que se caracteriza pelo seu crescimento desmedido e que se foi desviando cada vez mais das suas características naturais, criando uma barreira física entre o parque Florestal do Monsanto e a restante malha da cidade, o que torna notório a necessidade de intervenção. Neste sentido, propõe-se a renaturalização do vale de Alcântara, restaurando a natureza e trazendo a sua antiga ribeira ao de cima, definindo também um parque urbano produtivo agrícola com diferentes áreas verdes e de lazer, que reforce a memória do local e permita a interligação do mesmo com a restante estrutura da cidade, o que também trará benefícios ambientais para a mesma. Interveio-se também à escala do bairro, em que se propõe uma frente urbana que possa ser reproduzia pelo vale, que respeite as suas pré-existências, colmatando as novas habitações, neste caso, com a Rua Maria Pia. Desta forma, para além de se requalificar toda a área do vale, prevê-se a integração de espaços públicos de permanência pelos seus bairros e a criação de um modelo de habitação que uniformiza a imagem urbana na encosta.
Autores principais:Marques, Frederico Estorninho
Assunto:renaturalização espaços de permanência parque urbano arquitetura sustentável Vale de Alcântara
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Quando olhamos para Lisboa hoje, reconhecemos a urgente necessidade de intervenção nas diversas áreas da cidade, principalmente nas zonas ao longo do vale, que se encontram desagregadas do resto da estrutura urbana consolidada. O Vale de Alcântara consiste, assim, numa área que devido à sua história e evolução infraestrutural, representa uma das áreas da cidade que se caracteriza pelo seu crescimento desmedido e que se foi desviando cada vez mais das suas características naturais, criando uma barreira física entre o parque Florestal do Monsanto e a restante malha da cidade, o que torna notório a necessidade de intervenção. Neste sentido, propõe-se a renaturalização do vale de Alcântara, restaurando a natureza e trazendo a sua antiga ribeira ao de cima, definindo também um parque urbano produtivo agrícola com diferentes áreas verdes e de lazer, que reforce a memória do local e permita a interligação do mesmo com a restante estrutura da cidade, o que também trará benefícios ambientais para a mesma. Interveio-se também à escala do bairro, em que se propõe uma frente urbana que possa ser reproduzia pelo vale, que respeite as suas pré-existências, colmatando as novas habitações, neste caso, com a Rua Maria Pia. Desta forma, para além de se requalificar toda a área do vale, prevê-se a integração de espaços públicos de permanência pelos seus bairros e a criação de um modelo de habitação que uniformiza a imagem urbana na encosta.