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O modelo do capital humano na explicação das diferenças salariais : uma aplicação ao mercado de trabalho em Portugal

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Summary:As teorias do capital humano ganham expressão a partir do início da década de 6u, com autores como Theodore Schultz, Jacob Mincer e Gary Becker. A tentativa de explicação das diferenças salariais entre trabalhadores, com base neste quadro teórico, tem-se consubstanciado no desenvolvimento de um volume considerável de trabalhos de investigação em vários países. De acordo com os defensores do capital humano, os indivíduos são detentores de certas características pessoais (umas parcialmente inatas, como as aptidões intelectuais, e outras que vão sendo adquiridas ao longo da vida, tais como a educação formal e a formação profissional), as quais contribuem para o aumento da sua produtividade e, consequentemente, dos salários auferidos em ciclo de vida. Foi esta premissa que estabelece a correlação positiva entre o "stock" de capital humano e o nível salarial que nos propusemos testar para o mercado de trabalho português. Da estimação efectuada a partir de dados "cross-section" relativos a 1761501 trabalhadores, fornecidos pelos Quadros de Pessoal do Departamento de Estatística, do Trabalho, Emprego e Formação Profissional do Ministério do Trabalho e da Solidariedade (DETEFP/MTS), para o ano de 1996, verificámos que as teorias do capital humano explicam apenas parcialmente as diferenças salariais. Essa insuficiência deve-se à existência de outras variáveis influentes que não estão enquadradas no modelo do capital humano como, por exemplo, o sexo, os níveis de qualificação, a dimensão da empresa, o sector de actividade e a localização geográfica.
Main Authors:Fernandes, Nídia Gabriela
Subject:Capital humano Funções-salário Diferenças salariais Educação formal Formação profissional Mercado de trabalho Human capital Earnings-functions Earnings differences Formal education Professional training Labour market
Year:2000
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:As teorias do capital humano ganham expressão a partir do início da década de 6u, com autores como Theodore Schultz, Jacob Mincer e Gary Becker. A tentativa de explicação das diferenças salariais entre trabalhadores, com base neste quadro teórico, tem-se consubstanciado no desenvolvimento de um volume considerável de trabalhos de investigação em vários países. De acordo com os defensores do capital humano, os indivíduos são detentores de certas características pessoais (umas parcialmente inatas, como as aptidões intelectuais, e outras que vão sendo adquiridas ao longo da vida, tais como a educação formal e a formação profissional), as quais contribuem para o aumento da sua produtividade e, consequentemente, dos salários auferidos em ciclo de vida. Foi esta premissa que estabelece a correlação positiva entre o "stock" de capital humano e o nível salarial que nos propusemos testar para o mercado de trabalho português. Da estimação efectuada a partir de dados "cross-section" relativos a 1761501 trabalhadores, fornecidos pelos Quadros de Pessoal do Departamento de Estatística, do Trabalho, Emprego e Formação Profissional do Ministério do Trabalho e da Solidariedade (DETEFP/MTS), para o ano de 1996, verificámos que as teorias do capital humano explicam apenas parcialmente as diferenças salariais. Essa insuficiência deve-se à existência de outras variáveis influentes que não estão enquadradas no modelo do capital humano como, por exemplo, o sexo, os níveis de qualificação, a dimensão da empresa, o sector de actividade e a localização geográfica.