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Aplicação da teoria da cointegração ao teste da hipótese de expectativas racionais na estrutura por prazo das taxas de juro.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A formulação da hipótese de expectativas racionais no contexto da estrutura por prazo das taxas de jure possui diversas variantes que, num cenário de neutralidade face ao risco por parte dos investidores, sao mutuamente exclusivas. Demonstra-se, no entanto, que quando se admite a existência de aversão ao risco e possível compatibilizar as diversas abordagens, proporcionando uma expressao universal para exprimir a hlpótese em causa. Com base quer nessa expressão, quer na constatação de que as taxas de juro à vista nos EUA revelam uma trajectória comum durante o período compreendido entre Dezembro de 1946 e Fevereiro de 1991, aplicamos os testes de cointegração de Johansen por forma a testar a hipótese de expectativas racionais. Embora OS testes a priori lhe sejam favoráveis, o facto e que o sistema autoregressivo de suporte sofre de rna especificação(detectam-se fortes indícios de autocorrelação nos termos de perturbação de cada equação) colocando em causa a inferência estatística efectuada. Dado que o nosso objectivo central é averiguar a validade empirica da hipótese supra mencionada, procuramos contornar este problema introduzindo variáveis artificiais que captem possiveis alterações nos processes de geração dos dados e aplicando testes de raízes unitarias e de cointegração de acordo com a abordagem de Engle e Granger mas robustos a ocorrência de uma quebra de estrutura no comportamento estocastico das variáveis em causa. Os respectivos resultados apontam no sentido de não se rejeitar a hipótese de expectativas racionais, além de que permitem estimar de forma consistente os efeitos sobre os prémios de risco decorrentes da mudança de regime de política monetária em Outubro de 1979.
Autores principais:Oliveira, Pedro Miguel Domingos Duarte de
Assunto:ADF recursivo Cointegração multivariada Estrutura por prazo de taxas de juro Expectativas racionais Quebra de estrutura Vectores autoregressivos Change in DPG Multivariate cointegration Rational expectations Recursive ADF Term structure of interest rates VAR process
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A formulação da hipótese de expectativas racionais no contexto da estrutura por prazo das taxas de jure possui diversas variantes que, num cenário de neutralidade face ao risco por parte dos investidores, sao mutuamente exclusivas. Demonstra-se, no entanto, que quando se admite a existência de aversão ao risco e possível compatibilizar as diversas abordagens, proporcionando uma expressao universal para exprimir a hlpótese em causa. Com base quer nessa expressão, quer na constatação de que as taxas de juro à vista nos EUA revelam uma trajectória comum durante o período compreendido entre Dezembro de 1946 e Fevereiro de 1991, aplicamos os testes de cointegração de Johansen por forma a testar a hipótese de expectativas racionais. Embora OS testes a priori lhe sejam favoráveis, o facto e que o sistema autoregressivo de suporte sofre de rna especificação(detectam-se fortes indícios de autocorrelação nos termos de perturbação de cada equação) colocando em causa a inferência estatística efectuada. Dado que o nosso objectivo central é averiguar a validade empirica da hipótese supra mencionada, procuramos contornar este problema introduzindo variáveis artificiais que captem possiveis alterações nos processes de geração dos dados e aplicando testes de raízes unitarias e de cointegração de acordo com a abordagem de Engle e Granger mas robustos a ocorrência de uma quebra de estrutura no comportamento estocastico das variáveis em causa. Os respectivos resultados apontam no sentido de não se rejeitar a hipótese de expectativas racionais, além de que permitem estimar de forma consistente os efeitos sobre os prémios de risco decorrentes da mudança de regime de política monetária em Outubro de 1979.