Publicação
A personalidade, o afeto e a hostilidade na relação fraterna: as diferenças de ser filho único ou ter/ser irmão(s)
| Resumo: | O objetivo desta revisão sistemática foi identificar e descrever as variáveis da constelação fraternal que influenciam a personalidade dos indivíduos com e/ou sem irmãos. A nossa análise da literatura existente visa contribuir para a compilação e atualização relativamente às evidências existentes. Realizamos uma pesquisa bibliográfica sistemática nas bases de dados Web of Science, SCOPUS, B-on, EBSCO, PubMed e Redalyc. Os estudos foram incluídos se atendessem aos seguintes critérios: 1) Artigos publicados entre os anos 2000 e 2023; 2) Publicações na língua portuguesa, inglesa, francesa ou espanhola; 3) Estudos com adultos cuja idade seja igual ou superior a 18 anos; 4) Estudos cujo enfoque fosse a personalidade e as variáveis da constelação fraternal, em adultos, com e/ou sem irmãos; 5) Estudos transversais, longitudinais, experimentais ou quase-experimentais. Não foram incluídas teses e dissertações, revisões sistemáticas/bibliográficas, meta-análises, livros, capítulos de livros, estudos de caso, entrevistas, inquéritos, congressos, conferências e outro tipo de artigos com dados empíricos ausentes. A metodologia de pesquisa de dados baseou-se nas diversas ferramentas de orientação. Foram selecionados 17 artigos que cumpriam os critérios estabelecidos, nove são estudos transversais, quatro investigações longitudinais e quatro sequenciais. A maioria dos estudos foram publicados após 2014. A dimensão das amostras em estudo variou de 88 a 20592 participantes e grande parte dos artigos incluíam, maioritariamente, participantes do sexo feminino. A ordem de nascimento é a variável da constelação fraternal comumente encontrada, contudo, dois estudos são referentes à ordem psicológica de nascimento e um artigo relativo ao tamanho da fratria. A evidência atual sugere alguma ambivalência. Esta revisão destaca a inexistência de efeitos consideráveis da ordem de nascimento na personalidade, mostrando que ser filho único ou não-único não parece contribuir significativamente para uma personalidade diferente, como destaca, também, a existência significativa de efeitos da posição na fratria na personalidade, i.e., ser filho único ou não-único é um dos aspetos que modela a personalidade dos adultos. |
|---|---|
| Autores principais: | Tavares, Mariana Inês Monteiro |
| Assunto: | adultos filhos únicos irmãos personalidade revisão sistemática |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O objetivo desta revisão sistemática foi identificar e descrever as variáveis da constelação fraternal que influenciam a personalidade dos indivíduos com e/ou sem irmãos. A nossa análise da literatura existente visa contribuir para a compilação e atualização relativamente às evidências existentes. Realizamos uma pesquisa bibliográfica sistemática nas bases de dados Web of Science, SCOPUS, B-on, EBSCO, PubMed e Redalyc. Os estudos foram incluídos se atendessem aos seguintes critérios: 1) Artigos publicados entre os anos 2000 e 2023; 2) Publicações na língua portuguesa, inglesa, francesa ou espanhola; 3) Estudos com adultos cuja idade seja igual ou superior a 18 anos; 4) Estudos cujo enfoque fosse a personalidade e as variáveis da constelação fraternal, em adultos, com e/ou sem irmãos; 5) Estudos transversais, longitudinais, experimentais ou quase-experimentais. Não foram incluídas teses e dissertações, revisões sistemáticas/bibliográficas, meta-análises, livros, capítulos de livros, estudos de caso, entrevistas, inquéritos, congressos, conferências e outro tipo de artigos com dados empíricos ausentes. A metodologia de pesquisa de dados baseou-se nas diversas ferramentas de orientação. Foram selecionados 17 artigos que cumpriam os critérios estabelecidos, nove são estudos transversais, quatro investigações longitudinais e quatro sequenciais. A maioria dos estudos foram publicados após 2014. A dimensão das amostras em estudo variou de 88 a 20592 participantes e grande parte dos artigos incluíam, maioritariamente, participantes do sexo feminino. A ordem de nascimento é a variável da constelação fraternal comumente encontrada, contudo, dois estudos são referentes à ordem psicológica de nascimento e um artigo relativo ao tamanho da fratria. A evidência atual sugere alguma ambivalência. Esta revisão destaca a inexistência de efeitos consideráveis da ordem de nascimento na personalidade, mostrando que ser filho único ou não-único não parece contribuir significativamente para uma personalidade diferente, como destaca, também, a existência significativa de efeitos da posição na fratria na personalidade, i.e., ser filho único ou não-único é um dos aspetos que modela a personalidade dos adultos. |
|---|